- Europa enfrenta nova vaga de calor com uma cúpula de calor estacionada sobre a Europa Ocidental e Central, mantendo temperaturas muito acima da média.
- As temperaturas devem subir entre 12 °C e 16 °C acima das normas climatológicas de longo prazo em várias regiões.
- Máximas diurnas previstas de até 38 °C no sul de Portugal, Espanha e França, com grande parte de França sob aviso de calor moderado.
- Regiões do norte, incluindo Alemanha e Reino Unido, devem registar temperaturas acima de 30 °C.
- Especialistas alertam que o que era considerado fenômeno de julho chega agora a meados de maio, com o calor persistente a intensificar-se nos próximos dias.
A Europa volta a enfrentar temperaturas acima do normal, com um fim de semana de calor de maio que quebrou recordes noutras regiões do continente. Meteorologistas alertam para um aumento de 12 a 16 graus Celsius acima da média, numa escalada que acompanha o aquecimento global.
As regiões do sul e sudoeste, incluindo Portugal, Espanha e França, devem registar máximas diurnas de até 38 ºC. França prevê avisos moderados de calor para vastas áreas, enquanto o norte europeu, como a Alemanha e o Reino Unido, espera máximas acima dos 30 ºC.
A explicação aponta para uma cúpula de calor estacionária sobre a Europa Ocidental e Central, segundo a Météo-France e corroborado pelo Severe Weather Europe. O fenómeno mantém o ar quente em altitude, elevando as temperaturas no nível inferior da atmosfera.
O que é uma cúpula de calor
A expressão descreve um sistema de alta pressão que empurra o ar para baixo, comprimindo-o e aquecendo a camada inferior da atmosfera. A área quente forma uma camada estável que, quase não se move, intensificando o calor local.
Este cenário favorece o ressecamento do solo e aumenta o risco de incêndios, com impactos visíveis na qualidade do ar e nos ecossistemas. Especialistas afirmam que a circulação de ventos não é suficiente para deslocar a massa de alta pressão.
Contexto climático e impactos
Estudos recentes indicam que padrões atmosféricos de bloqueio de extremos tornaram-se mais comuns desde 1950, em parte devido às alterações climáticas. Os eventos de calor prolongado são cada vez mais frequentes no início e no fim do verão europeu.
A UE, através do Copernicus, aponta que 2025 foi um dos anos mais quentes já registados, com consequências em várias regiões do continente, incluindo seca, incêndios e impactos na saúde pública. Meteorologistas destacam a tendência de verões mais longos e quentes.
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