- Uma nuvem de poeira do Norte de África tingiu o céu de Creta de alaranjado na quarta-feira, com ventos de força nove na escala de Beaufort, provocando desvio de pelo menos três voos internacionais devido à visibilidade reduzida.
- A poeira, proveniente do deserto do Sara, diminuiu a qualidade do ar em várias regiões do sul da Grécia.
- Na Grécia continental, chuvas intensas e ventos de temporal deixaram um morto e dezenas de habitações inundadas, com trabalhadores a reparar estragos.
- O corpo foi recuperado na localidade balnear de Nea Makri, a cerca de 35 quilómetros a nordeste de Atenas, após uma pessoa ter sido arrastada por uma torrente de água.
- As autoridades relataram centenas de chamadas para resgates e interrupções em vias e ferries do Porto do Pireu, com o tempo intenso atribuído a fenómenos climáticos ligados ao aquecimento global.
Um homem morreu e dezenas de habitações ficaram inundadas após chuva intensa e ventos de temporal terem fustigado a Grécia. Ao mesmo tempo, uma nuvem de poeira do Norte de África tingiu de laranja o céu de Creta, numa manhã de quarta-feira.
Na ilha de Creta, ventos de até força 9 na escala de Beaufort empurraram poeira mineral do deserto do Sara, reduzindo a visibilidade. Vários voos internacionais foram desviados para aeroportos alternativos devido à má visibilidade causada pela poeira.
As autoridades gregas reportam que o fenómeno levou a alterações na qualidade do ar em várias regiões do sul do país. O esforço de monitorização prosseguiu ao longo da tarde de quarta-feira.
Cheias e resgates
Pelo país, as chuvas intensas e os ventos fortes provocaram inundações generalizadas. Em Nea Makri, a nordeste de Atenas, foi encontrado o corpo de um homem, arrastado por água e preso sob um veículo, segundo bombeiros.
Os bombeiros indicaram terem recebido centenas de chamadas para resgates e para desobstrução de estradas bloqueadas por quedas de árvores. O balanço de feridos ainda não foi divulgado.
Durante a madrugada, as equipas continuaram a remover escombros, bombear água de edifícios e reparar infraestruturas a leste de Atenas. O porto do Pireu manteve restrições à saída de ferries para as ilhas.
A Grécia enfrenta, nos últimos anos, cheias devastadoras e incêndios florestais, fenómenos associados ao aquecimento climático e a alterações na circulação atmosférica no Mediterrâneo, segundo análise de especialistas.
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