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Como funciona o sistema da Google que avisou venezuelanos antes dos sismos

Google alerta venezuelanos antes de terramotos via telemóveis Android, usando acelerómetro para detetar onda P e emitir BeAware ou TakeAction

This aerial view shows collapsed buildings in Catia La Mar, La Guaira state, Venezuela, on June 27, 2026, following earthquakes that struck the region. Nearly 1,000 people have been killed and more than 50,000 remain missing after two consecutive earthquakes in Venezuela, where growing anger has been reported over the lack of official aid to swiftly rescue survivors. (Photo by Federico PARRA / AFP)
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  • Na Venezuela, muitos utilizadores Android receberam alertas do Google momentos antes do duplo sismo, segundo relatos nas redes sociais.
  • O sistema baseia-se num acelerómetro que consegue detetar a onda P inicial e envia dados para os servidores do Google, permitindo confirmar o sismo e estimar a localização e magnitude.
  • Existem dois níveis de alerta: BeAware para tremores mais fracos e TakeAction para sismos mais intensos, que emite som alto mesmo em modo silencioso.
  • O Google afirma ter enviado, desde abril de 2021, 790 milhões de alertas a telemóveis individuais, abrangendo mais de dois mil sismos potencialmente perigosos.
  • A Apple também oferece alertas de entidades emissoras de sismos nos EUA e em Taiwan; os iPhones podem reencaminhar alertas para dispositivos vizinhos para ampliar a distribuição.

O sistema de alertas sísmicos do Google avisou, na Venezuela, milhares de utilizadores de telemóveis Android momentos antes do duplo terramoto da última quarta-feira. O alerta surgiu nos ecrãs dos smartphones enquanto o sismo se aproximava, com o objetivo de permitir ações antes da onda S, mais destrutiva.

Segundo a Google, o mecanismo funciona com acelerómetros dos telemóveis, que detetam a onda P inicial do terramoto. Ao enviar registos a um servidor central e cruzá-los rapidamente, o sistema pode confirmar a ocorrência de um sismo e estimar localização e magnitude, para avisar o maior número possível de pessoas.

A empresa distingue dois níveis de alerta: BeAware para tremores mais fracos e TakeAction para potenciais sismos mais intensos, que pode emitir um som alto, mesmo se o telefone estiver em silêncio. Em média, o sistema já enviou 790 milhões de alertas desde 2021, cobrindo mais de dois mil sismos potenciais.

Funcionamento e resultados recentes

O Google reconheceu falhas no passado, incluindo um falso alarme no Brasil em 2025. Além disso, os sismos devastadores de fevereiro de 2023, na Turquia e Síria, levaram a revisões de algoritmos para reduzir falhas.

Na Venezuela desta semana, utilizadores publicaram elogios à Google no X e partilharam vídeos de alertas a sugerir evacuações. As informações não foram verificadas de forma independente pela AFP.

Perspetivas sobre diferentes plataformas

A Apple também tem mecanismos de alerta, disponíveis nos EUA e em Taiwan, que não recorrem a um sistema distribuído idêntico ao do Google. A empresa afirma que pode encaminhar avisos entre dispositivos Apple próximos sem rede, mas não deu detalhes sobre funcionamento.

No entanto, a Apple não utiliza telemóveis dos seus utilizadores para criar um sistema de deteção distribuída semelhante ao Google. A empresa não respondeu a perguntas da Agência de notícias.

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