- A atriz Cate Blanchett lançou, no Parlamento Europeu em Bruxelas, o registo de consentimento humano da RSL Media, disponível em rslmedia.org.
- O registo, gratuito, permite registar elementos da identidade (nome, imagem, voz) e autorizar ou negar o uso por sistemas de IA; na segunda fase, deverá proteger também criações e marcas registadas.
- Existem três níveis de consentimento para cada item: verde (permissão irrestrita), amarelo (utilização condicional) e vermelho (proibição).
- O lançamento contou com a presença de Nikki Hexum, Eva Maydell e do realizador Steven Soderbergh, entre outros; o apoio é da Creative Artists Agency.
- Em janeiro, Blanchett assinou uma carta aberta com mais de oitocentos artistas, acusando grandes empresas de IA de roubo.
Cate Blanchett lançou o registo de consentimento humano da RSL Media, uma iniciativa gratuita para proteger nome, rosto ou voz contra uso não autorizado por IA. A apresentação ocorreu esta semana no Parlamento Europeu, em Bruxelas, com a presença da atriz, da executiva Nikki Hexum e da eurodeputada Eva Maydell.
O registo permite a qualquer pessoa inscrever elementos da sua identidade e autorizar ou negar a utilização por sistemas de IA. A primeira fase foca o consentimento para identidades, com melhoria prevista para incluir criações e marcas registadas. O projeto inclui três níveis de consentimento: verde, amarelo e vermelho.
A RSL Media foi apoiada pela Creative Artists Agency e contou com a participação de figuras da indústria tecnológica, musical e cinematográfica, incluindo o realizador Steven Soderbergh. Em janeiro, Blanchett integrou uma carta aberta com mais de 800 artistas a denunciar o que chamou de roubo por parte de grandes empresas de IA.
Funcionamento do registo
Segundo a diretora executiva e cofundadora da RSL Media, o registro público é uma ferramenta prática que torna explícitos os direitos sobre a identidade. O objetivo é oferecer um espaço claro para indicar o que se permite ou não e qual a forma segura de contactar o titular, quando necessário.
Quase todos os participantes na apresentação defenderam que o consentimento deve ser claro, acessível e acionável. A iniciativa reforça a confiança no uso responsável da IA e coloca a criatividade humana no centro do progresso tecnológico.
O que muda para plataformas de IA
As plataformas de IA devem verificar se o conteúdo está protegido pelo registo, conforme as escolhas de cada indivíduo. Este procedimento, porém, não é uma obrigação legal universal, variando conforme a jurisdição. O registo é apresentado como uma ferramenta detetável e utilizável por utilizadores e intermediários.
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