- A rede de troca de baterias Swaptopus, criada pela Octopus Energy e pela CATL, chegará à Europa e começará no Reino Unido no próximo ano.
- Até 2035, a previsão é ter mais de 30 centros na Europa, com capacidade para atender milhares de veículos por dia.
- O sistema permite a troca de baterias em poucos minutos, em vez de esperar pelo carregamento, visando reduzir a dependência de petróleo importado.
- A empresa afirmou que, no lançamento, o custo total de um camião mais combustível será inferior ao de um camião a diesel.
- A tecnologia enfrenta limitações, como falta de compatibilidade entre baterias de diferentes modelos e questões de propriedade das baterias, o que a torna mais comum em frotas comerciais.
A rede europeia de centros de troca de baterias para camiões elétricos, criada pela Octopus Energy e pela CATL, vai chegar à Europa em 2027. A iniciativa, apresentada em Londres, prevê abrir os primeiros centros no Reino Unido já no próximo ano.
Segundo os promotores, o projecto Swaptopus pretende acelerar as operações de camiões elétricos, substituindo baterias descarregadas por cheias em apenas alguns minutos. A meta é alcançar mais de 30 hubs europeus até 2035, com capacidade para atender milhares de veículos diariamente.
A rede visa reduzir a dependência de petróleo importado e reduzir custos totais de operação. O anúncio foi feito por Greg Jackson, diretor executivo da Octopus Energy, numa cimeira da empresa em Londres. O objetivo é tornar a trocas de baterias uma opção prática para frotas comerciais.
Expansão prevista e contexto
A China é o principal mercado de troca de baterias, com a tecnologia já amplamente utilizada em veículos pesados. Em 2023, quase metade dos camiões elétricos vendidos no país já incorporavam sistemas de troca de baterias. A CATL, maior produtora mundial de baterias, já instalou mais de mil estações no território chinês.
A iniciativa europeia surge num momento em que o sector ainda está a ganhar maturidade. Experiências anteriores com trocas de baterias, como a da Better Place, terminaram sem sucesso devido a custos, adesão e apoio de fabricantes. Em paralelo, a Tesla também testou a ideia, mas o projeto acabou por não alcançar procura suficiente.
Benefícios, limitações e viabilidade
Entre as principais vantagens está a rapidez da operação, muito superior ao tempo de carga convencional. No entanto, persistem limitações técnicas: a compatibilidade entre o sistema de baterias e os modelos de camião; além da gestão da propriedade das baterias, o que pode levar a equipas a receber baterias de idade variável.
O modelo tende a ser mais viável para frotas comerciais, como táxis, autocarros ou logística, onde a gestão das baterias é centralizada. A implementação em veículos de uso privado apresenta obstáculos adicionais, principalmente no que diz respeito à padronização e à disponibilidade de baterias compatíveis.
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