- O governo francês escolheu a empresa francesa ChapsVision para substituir a Palantir na exploração de dados da Direção-Geral da Segurança Interior (DGSI).
- A troca acontece dez anos após a parceria com a Palantir, que a DGSI renovou em dezembro passado por três anos.
- O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que não se pode aceitar novas dependências estratégicas no digital, buscando autonomia em IA.
- Além da mudança, a França anunciou um investimento de 655 milhões de euros em inteligência artificial e o desenvolvimento de chatbots para serviços do Estado, incluindo saúde pública (Ameli).
- A ChapsVision já tinha ganho, em 2024, um concurso da DGSI para tratamento de dados heterogéneos, e passa a gerir a exploração de grandes volumes de dados que antes era da Palantir.
A França anunciou uma mudança relevante na gestão de dados de segurança interna. A DGSI vai deixar a Palantir, empresa americana, e adoptar uma solução desenvolvida pela ChapsVision, empresa nacional de IA. A decisão foi comunicada pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu.
A mudança ocorre após uma década de cooperação com a Palantir, iniciada em 2016 e renovada em 2019 e 2022. O governo não detalhou o calendário nem as modalidades exatas da transição para a nova solução nacional.
Autonomia tecnológica
Lecornu afirmou que o país não pode depender de parceiros estratégicos externos para o digital, defendendo uma maior autonomia na IA. A medida insere-se num quadro de desconfiança de aliados ocidentais em relação a tecnologias norte-americanas.
A DGSI tinha renovado o contrato com a Palantir em dezembro, para mais três anos, mantendo Gotham como ferramenta de integração de dados com uso militar. A transição para a solução da ChapsVision ainda não tem data anunciada.
Investimento público em IA
O Governo revelou ainda planos para investir 655 milhões de euros em IA, incluindo um chatbot comum para os serviços do Estado e um sistema para apoiar a saúde pública via Ameli. O objetivo é simplificar o acesso a dados públicos.
A ChapsVision já tinha ganho, em 2024, um concurso da DGSI relacionado com tratamento de dados heterogéneos. O novo contrato permitirá à empresa assumir a gestão de grandes volumes de dados operacionais da DGSI.
A decisão insere-se num contexto europeu de debate sobre independência tecnológica face aos EUA, incluindo reavaliações de parcerias públicas com plataformas de IA privadas.
Fontes oficiais não avançaram detalhes sobre a transição, nem sobre impactos para equipas ou prazos de implementação. As próximas semanas devem esclarecer o cronograma e as etapas técnicas.
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