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França investe 655 milhões em IA para reduzir dependência dos EUA

França investe 655 milhões de euros em IA, lança chatbot para funcionários públicos e assistente de saúde na Ameli, substituindo Palantir pela Chaps Vision

França abandona Palantir e aposta em alternativa nacional nos serviços secretos
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A França vai investir 655 milhões de euros no desenvolvimento da inteligência artificial e lançar um chatbot comum para todos os funcionários públicos. A informação foi anunciada pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu, numa publicação na X, antes da VivaTech em Paris.

O objetivo é disponibilizar o assistente estatal a todos os trabalhadores do setor público até ao fim do ano. Além disso, a versão para a área da saúde será integrada na Ameli, a plataforma digital do sistema público de saúde, para facilitar o acesso a cuidados e serviços.

A medida integra o plano France 2030, que visa reforçar a autonomia tecnológica nacional frente a plataformas estrangeiras. Lecornu destacou que o Estado precisa de instrumentos próprios para não depender de potências externas.

França aposta em ferramenta nacional

A Direção-Geral da Segurança Interna DGSI rescindiu o contrato com Palantir, empresa norte-americana. A Chaps Vision, empresa francesa de software, foi seleccionada para substituir a Palantir nos serviços secretos.

A decisão reflete a preocupação europeia com a dependência de tecnologia dos EUA. Lecornu frisou que a França deve dispor de ferramentas próprias para assegurar segurança e soberania tecnológica.

Palantir, fundada por Peter Thiel, oferece soluções de dados com IA de nível militar para governos e empresas. A mudança acontece num momento de mudanças na agenda tecnológica global, com autoridades a reequilibrar parcerias estratégicas.

Contexto internacional e desdobramentos

Algumas entidades já anunciaram ajustes de uso da Palantir. No Reino Unido, o contrato de dados com a Palantir está sob revisão após pressões políticas. Na Alemanha, forças armadas anunciaram a suspensão de uso de tecnologias da empresa.

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