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Seguro: Portugal e UE não podem ser passivos perante a IA

Presidente afirma que Portugal e a UE não podem ser passivos face à IA; regulação rápida é essencial para soberania, cibersegurança e jornalismo de qualidade

O Presidente da República, António José Seguro, na Grande Conferência Anual do *Diário de Notícias*
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  • O Presidente da República, António José Seguro, afirmou que Portugal e a União Europeia não podem ter uma atitude passiva frente à inteligência artificial e ao avanço tecnológico.
  • Na sessão de encerramento da Grande Conferência Anual do Diário de Notícias, em Lisboa, apelou a uma maior regulamentação do mundo tecnológico.
  • Segurou que os países que souberem integrar IA nas empresas e na sociedade sairão mais fortes; os outros ficarão para trás.
  • Alertou para a ausência de regulamentação, que pode criar condições para redes tecnológicas com estratégias ofensivas e desinformação em escala industrial.
  • Defendeu o jornalismo de qualidade como pilar da democracia, sublinhando a necessidade de escrutínio público para definir valores e garantir um jornalismo livre e plural.

O Presidente da República, António José Seguro, afirmou que Portugal e a União Europeia não podem permanecer passivos face ao progresso da inteligência artificial. A declaração ocorreu na sessão de encerramento da Grande Conferência Anual do Diário de Notícias, na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

Seguro vincou que a tecnologia não é apenas uma questão económica, sendo também política e civilizacional. Disse que a velocidade do desenvolvimento exige planos urgentes para evitar atrasos que possam ampliar as assimetrias entre Estados.

O chefe de Estado alertou para a falta de regulamentação, que pode criar um ambiente propício a instrumentos e redes tecnológicas com fins ofensivos. Enfatizou ainda que algoritmos influenciam escolhas e que a desinformação se produz em escala industrial.

Regulamentação e soberania

A intervenção ressaltou a necessidade de regulação para conter riscos da IA e proteger a cibersegurança. Seguro considerou a desinformação uma dimensão central da soberania nacional, não apenas um tema técnico.

Jornalismo como pilar da democracia

O Presidente destacou o papel do jornalismo de qualidade na avaliação do poder e na formação de cidadãos informados. Afirmou que a democracia depende da existência de um jornalismo livre, plural e responsável.

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