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Brasileira diz que sociedade não compreende a dimensão da transformação digital

Transformação digital redefine relações humanas; letramento digital crítico é essencial para entender impactos na sociedade

A carioca Thatiana Aquino desenvolveu, ao longo de seu mestrado em tecnologia educativa, uma pesquisa focada no uso das tecnologias
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  • Thatiana Aquino, doutoranda em ciências da comunicação no Brasil, defende o letramento digital crítico e uma reflexão sobre a relação entre seres humanos e tecnologia; a pesquisa, realizada com universitários brasileiros de baixa renda durante a pandemia, mostrou mudanças profundas na relação com dispositivos digitais.
  • A apresentação baseada nesse conhecimento ocorre no Human Power Hub, em Braga, a 25 de junho, numa sessão aberta sobre letramento digital para profissionais da educação e público interessado; a iniciativa é da Play Omnia, em parceria com a 4Education.
  • Além da formação presencial, Thatiana está a desenvolver a mentoria para mães e a estreia do podcast A Aula que Ninguém te Deu, prevista para julho, ambas centradas no letramento digital crítico e nos impactos sociais da tecnologia.
  • O projeto Omnia, desenvolvido pela Play Omnia, reforça as reflexões sobre o papel da tecnologia no comportamento humano; o jogo foi criado pela psicóloga Sandra Aquino e visa promover consciência de forma lúdica.
  • A pesquisadora compara o letramento digital crítico a uma imunização contínua, defendendo que as tecnologias devem permanecer sob controlo humano; cita referências de Portugal e Brasil, incluindo Roxane Rojo e Paulo Freire.

Thatiana Aquino, doutoranda brasileira em ciências da comunicação, apresenta uma reflexão sobre o letramento digital crítico. A atividade acontece num evento em Braga no dia 25 de junho, com foco na relação entre pessoas e tecnologias. O objetivo é compreender impactos sociais, educacionais e culturais do mundo digital.

Durante a pandemia de covid-19, a pesquisadora analisou universitários de baixa renda no Brasil e identificou mudanças profundas na relação com dispositivos digitais. O uso intensivo da tecnologia não foi apenas adaptação ao isolamento, mas o prenúnio de novas formas de convívio com a comunicação.

A apresentação ocorre no Human Power Hub, em sessão aberta, destinada a profissionais da educação e ao público interessado. A organização é da Play Omnia, em parceria com a Cearense 4Education, especializada em gamificação.

Vivência ativa e projetos

A pesquisadora coordena o programa Play Omnia, desenvolvido a partir de apoio obtido no final de 2024 e de iniciativas com o Sebrae. A proposta visa promover um letramento digital crítico que combine psicologia e tecnologia para crianças e jovens, substituindo o uso passivo de telas por experiências ativas.

Paralelamente, Aquino desenvolve a mentoria voltada a mães, adaptando conteúdos à realidade de cada família. Em julho estreia ainda o podcast A Aula que Ninguém te Deu, com participação de convidados de educação, tecnologia e saúde mental, conectando Brasil e Portugal.

Origens conceituais e aplicações

O letramento digital crítico busca tornar visíveis hábitos digitais, consumo de informação e dependência tecnológica. Entre preocupações estão o uso excessivo de redes sociais e a crescente procura de IA para tarefas que exigem formação especializada, como a psicologia.

Thatiana enfatiza que a tecnologia deve permanecer sob controle humano e que não existem respostas rápidas para os desafios atuais. O conceito bebe de referências como o multiletramento e a leitura crítica da linguagem, com raízes também em Paulo Freire e na sociabilidade contemporânea.

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