- A Hinge aposta na inteligência artificial para reduzir a insegurança no primeiro contacto em relações digitais, focando os jovens da Geração Z.
- A empresa usa prompts que ajudam a iniciar conversas com mais contexto, evitando abordagens superficiais e encontros às cegas.
- A IA apoia na construção de perfis e na sugestão de mensagens iniciais, sem substituir a autenticidade das relações.
- A CEO Jackie Jantos disse à BBC que a Geração Z tem cerca de mil horas por ano a menos em contacto presencial, o que afeta as competências sociais.
- A Hinge, propriedade do Match Group, pretende posicionar-se em relações mais duradouras num mercado saturado de aplicações de encontros.
A Hinge aposta na inteligência artificial para reduzir a insegurança nas relações digitais. A plataforma, que pertence ao Match Group, quer facilitar o primeiro contacto entre jovens, reduzindo a fricção no início da conversa.
Numa entrevista à BBC, a CEO Jackie Jantos explicou que os jovens querem encontrar o amor, mas disputam a confiança para se expor. A executiva destacou que menos interações presenciais afetam as competências sociais da Geração Z.
Segundo Jantos, a geração passa hoje cerca de mil horas por ano a menos em contacto face a face do que há duas décadas, o que agrava a sensação de solidão. A pandemia interrompeu fases críticas de socialização.
A estratégia da Hinge
A plataforma prefere promover interações mais intencionais, com prompts que facilitam o início de conversas com contexto e menos superficialidade. O objetivo é reduzir encontros às cegas e aumentar o envolvimento autêntico.
A IA surge como apoio na construção de perfis e na sugestão de mensagens iniciais, ajudando a superar a hesitação do primeiro contacto. A empresa rejeita que a tecnologia substitua a autenticidade.
Jantos reiterou ao Financial Times que o algoritmo não classifica utilizadores pela atratividade física, enfocando quem pode gostar de quem. A Hinge pretende posicionar-se num nicho de relações mais duradouras num mercado saturado.
A aplicação considera que a inteligência artificial deve apoiar o primeiro passo, sem substitui-lo. No setor, a fadiga digital é crescente, e a busca por ligações mais significativas envolve cada vez mais tecnologia.
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