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Google desenvolve IA para gestão da saúde dos utilizadores

Google substitui o Fitbit pelo Google Health com IA; Fitbit Air promete monitorização silenciosa, mas usuarios criticam a nova interface cheia de texto

A Fitbit Air é uma pulseira desportiva inteligente sem ecrã
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  • A Google substituiu a aplicação Fitbit pela plataforma Google Health, centrada em inteligência artificial, mantendo o foco no bem‑estar mas com uma abordagem mais automatizada.
  • O Fitbit Air é uma pulseira sem mostrador, desenhada para recolher dados biométricos de forma contínua, sem distrações, com monitorização da frequência cardíaca, qualidade do sono e recuperação muscular, a um preço próximo de cem euros.
  • A Google apresenta o Google Health Coach, um assistente virtual baseado em IA que avalia o esforço e cria planos de treino personalizados, disponível mediante subscrição mensal.
  • A receção pública tem sido marcada por insatisfação, principalmente com o novo design da app móvel, que apresenta blocos de texto e notas geradas pela IA em vez de quadrículas com passos, distância e calorias.
  • A Google informou que os utilizadores menos entusiasmados podem desactivar as funções do assistente artificial nas definições de privacidade, devolvendo parte da simplicidade ao sistema.

Durante anos, a Fitbit foi sinónimo de contagem de passos e monitorização da atividade física. A Google, que integrou a Fitbit em 2019, reformulou a experiência, substituindo a app clássica pelo Google Health, um ecossistema centrado em IA. A mudança integra a tecnologia Gemini no bem-estar diário.

O grande foco deste redesenho é o Fitbit Air, uma pulseira sem mostrador que recolhe dados biométricos de forma contínua, discreta e sem distrações. O dispositivo pretende substituir relógios com notificações por um monitor silencioso, com custo próximo de 100 euros e disponibilidade ainda incerta em Portugal.

A Google descreve o projeto como uma mudança de paradigma: a análise fica a cargo dos servidores da empresa e o Google Health Coach, um assistente virtual, propõe planos de treino personalizados. O acesso exige, contudo, uma subscrição mensal para desbloquear as funções avançadas.

A receção pública tem sido mista. Em fóruns de apoio e comunidades online, regista-se uma wave de descontentamento com o novo design da aplicação móvel, que oferece menos números diretos de passos e mais blocos de texto gerados pela IA. A mudança tem sido especialmente criticada por utilizadores antigos.

Relatos de utilizadores indicam dificuldades em navegar pela nova interface para aceder a dados básicos de atividade física. Muitos preferem regressar ao formato anterior, com contadores visíveis e estatísticas rápidas. O descontentamento abrange forumos e plataformas sociais.

Para mitigar a insatisfação, a Google informou que é possível desativar as funções do assistente artificial nas definições de privacidade, limpando o ecrã e recuperando um nível de simplicidade maior. A empresa reforça ainda que o objetivo é oferecer uma experiência mais personalizada a longo prazo.

Não obstante, a mudança mantém a ambição de oferecer monitorização aprofundada e adaptação à fisiologia de cada utilizador. A Google planeia evoluir o Google Health Coach conforme feedback dos utilizadores e avanços tecnológicos, mantendo o foco em saúde e desempenho.

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