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China lança missão espacial com três astronautas; um ficará um ano em órbita

Missão Shenzhou-23 envia três astronautas à Tiangong; um ficará um ano em órbita, o primeiro de Hong Kong, reforçando o objetivo de chegar à Lua até 2030

Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, de onde partiu a missão
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  • A China lançou a missão Shenzhou‑23 neste domingo, com três astronautas a bordo rumo à estação espacial Tiangong, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, às 23h08 locais.
  • Um dos tripulantes ficará um ano em órbita, marca histórica para a China e para futuras missões à Lua.
  • Na tripulação vai a bordo Li Jiaying, de 43 anos, o primeiro astronauta originário de Hong Kong; os outros dois são Zhu Yangzhu, de 39 anos, e Zhang Zhiyuan, também de 39 anos.
  • A missão prevê vários projectos científicos e a avaliação dos efeitos da longa permanência em microgravidade, essenciais para missões lunares e possivelmente a Marte.
  • A China visa levar astronautas à Lua até 2030, com o lançamento da nova nave Mengzhou em 2026 e a construção da base lunar até 2035; o país espera também receber, até ao final de 2026, o seu primeiro astronauta estrangeiro, paquistanês, na Tiangong.

Foi lançada neste domingo a missão Shenzhou-23, com três astronautas a caminho da Estação Espacial Tiangong. O foguete Long March 2F arrancou do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, na região da Mongólia Interior, às 23h08 locais. A missão inscreve-se no objetivo chinês de enviar humanos à Lua até 2030.

A tripulação é composta por Zhu Yangzhu (comandante, 39 anos), Zhang Zhiyuan (engenheiro espacial, 39) e Li Jiaying (astronauta originário de Hong Kong, 43). Li Jiaying tornou-se o primeiro astronauta de Hong Kong a viajar ao espaço. O trio parte para a estação Tiangong, onde permanecerá durante várias semanas até à finalização do plano de longa duração.

A principal novidade é a estadia orbital de um ano por um dos tripulantes, cuja seleção decorrerá durante a missão conforme a evolução operacional. O objetivo é estudar os impactos da microgravidade de longo prazo, essencial para futuras missões à Lua e potencialmente a Marte, incluindo efeitos na densidade óssea e na musculatura, além de gestão de radiação.

Detalhes da missão

Os exploradores deverão realizar diversos experimentos científicos nas áreas de ciências da vida, materiais, física dos fluidos e medicina. A duração de um ano em órbita coloca novos desafios à fiabilidade de sistemas de reciclagem de água e ar, bem como à resposta médica em situação remota. A CTS (agência responsável) confirmou que o astronauta da estadia prolongada será anunciado à medida que o programa avança.

Perante os desafios

Especialistas indicam que os efeitos sobre o organismo humano podem incluir perda de densidade óssea, atrofia muscular e perturbações do sono. A preparação envolve planos de contingência para emergências médicas longe da Terra. A China tem desenvolvido avanços significativos neste domínio, necessários para suportar uma missão de maior duração.

Contexto espacial e político

Até agora, as equipas chinesas costumam permanecer em Tiangong por períodos de cerca de seis meses, com substituições programadas. A missão Shenzhou-23 está inserida na corrida para colocar astronautas na Lua, concorrendo com o programa Artemis dos EUA. A China pretende também testar a nova nave Mengzhou, prevista para voo de órbita em 2026, e planeia uma base científica habitada na Lua até 2035.

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