- Valentina Marcelino, adjunta de Gabinete do ministro Luís Neves, enviou às 15h11 um email a pedir alterações ao relatório público sobre o SIRESP.
- Dizia que alguns anexos poderiam ser omitidos por questões de segurança, para a comunicação das conclusões do grupo de trabalho.
- O email foi enviado dois dias antes de António Pombeiro apresentar o primeiro pedido de exoneração na Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, em 28 de abril.
- A adjunta solicitou esclarecimentos sobre temas do SIRESP, incluindo a migração dos comutadores centrais para instalações do Exército.
- Questionava também a interoperabilidade entre a rede SIRESP e o Sistema de Comunicações Militares.
À hora de preparação da comunicação sobre o relatório do Grupo de Trabalho para o reforço do sistema de comunicações de emergência, Valentina Marcelino, adjunta de Gabinete do ministro Luís Neves, pediu alterações ao documento público sobre o SIRESP. Disse que alguns anexos poderiam ser omitidos por questões de segurança.
A adjunta solicitou esse adiantamento por email, enviado às 15h11 do dia 26 de abril. A mensagem destinava-se a orientar a versão que seria tornado público, já com o conhecimento do ministro da Administração Interna.
A comunicação ocorreu no contexto da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. Marcelino também pediu esclarecimentos sobre temas ligados ao SIRESP, incluindo a migração dos comutadores centrais para instalações do Exército e a interoperabilidade entre o SIRESP e o Sistema de Comunicações Militares.
Contexto do SIRESP e questões de segurança
O e-mail indicou que a decisão sobre a divulgação envolve a gestão de informações sensíveis. Não foram fornecidos detalhes adicionais sobre a motivação para a solicitação de alterações. O objetivo declarado era ajustar a apresentação pública do relatório, segundo o teor da mensagem.
Não foram mencionados impedimentos legais ou procedimentos formais já adotados. Também não há, até já conhecido, confirmação de que os anexos teriam de ficar definitivamente de fora. O caso segue sob escrutínio institucional.
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