- Explorar apenas 1% do potencial das rochas superquentes poderia gerar mais de oito vezes a produção mundial atual de eletricidade.
- A Quaise Energy planeia, em Oregon, construir até 2030 a primeira central geotérmica superquente do mundo, usando perfuração com ondas milimétricas para alcançar rochas acima de 300 graus Celsius.
- O sistema pode chegar a 50 megawatts de energia renovável contínua, com expectativa de expandir para 200 megawatts depois de a operação arrancar.
- A geotermia superquente oferece eletricidade constante, independentemente do tempo, e tem menor ocupação de solo comparada com parques solares ou eólicos.
- Os desafios incluem perfurar a grandes profundidades, custos crescentes, potenciais impactos ambientais como sismicidade induzida, e a tecnologia ainda não ter centrals em operação comercial.
A geotermia superquente avança como promessa de energia contínua com emissões reduzidas. No Oregon, a Quaise Energy planeia a primeira central do género até 2030, marcando um momento-chave na corrida global pela energia limpa. A técnica mira rochas com mais de 300 ºC, onde a água atinge estado supercrítico.
Segundo a AIE, a geotermia superquente encontra-se no radar de inovação energética, com potencial de contribuir para redes mais estáveis. A Quaise afirma que o projeto inicial pode gerar 50 MW, com expansão para 200 MW após operacionalização.
Geotermia superquente: como funciona
A geotermia utiliza calor subterrâneo para gerar eletricidade. Ao contrário de investidas solares e eólicas, pode operar de forma contínua, independentemente do tempo. O desafio é alcançar temperaturas extremas a profundidades maiores.
A Quaise usa perfuração convencional nas partes superiores do poço, depois potencia a penetração com ondas milimétricas, desenvolvidas no MIT. O método visa derreter a rocha e extrair vapor para a geração elétrica.
Desafios técnicos e matérias ambientais
Perfurar até rochas com calor extremo envolve calor, pressão e custos elevados. O sistema de ondas milimétricas procura contornar limitações da perfuração tradicional, abrindo caminho para reservas profundas.
A futura infraestrutura precisa de injetar água, aquecida pela rocha, para retornar como vapor. A técnica pode trazer riscos de sismicidade induzida, embora o impacto seja ainda objeto de estudo.
Perspetivas e cooperação internacional
O interesse global pela geotermia superquente cresce, com acordos de cooperação entre Islândia, Nova Zelândia e parceiros da UE. Profissionais destacam o potencial de expansão para várias regiões, incluindo Europa e América do Norte.
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