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Loulé lidera rede de carregamento de eléctricos, Sabrosa fica em último

Loulé lidera a rede de carregamento de eléctricos, Sabrosa fica no último lugar; estudo mensal aponta disparidades regionais e apela a políticas locais para ampliar postos

Uma nova análise da Associação de Utilizadores de Veículos Eléctricos mostra grandes diferenças entre interior e litoral no que diz respeito à rede de carregamento
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  • Loulé lidera com cinco estrelas, seguido de Óbidos e Vila Franca de Xira; Sabrosa fica no último lugar, junto de Madalena e Gouveia.
  • A avaliação do Observatório da Mobilidade Eléctrica (UVE) é mensal e analisa a rede consoante critérios como número de carregadores por mil habitantes, carga pública disponível, distribuição por freguesias, utilização, área do município e velocidade dos carregadores.
  • Lisboa tem mais de 1.700 tomadas, mas fica na 58.ª posição por causa da metodologia aplicada.
  • Lajes do Pico, na ilha do Pico, apresenta a maior taxa de utilização, com duas tomadas de carregamento lento ocupadas 27,2% do tempo.
  • A UVE pretende incentivar políticas locais para melhorar a rede e reforça que o crescimento da infraestrutura eleva a adesão à mobilidade eléctrica, citando Cascais como exemplo.

O Observatório da Mobilidade Eléctrica da UVE publicou uma nova avaliação sobre a qualidade da rede de carregamento de veículos eléctricos em cada município. A análise é publicada pela primeira vez pelo Observatório e deverá ser atualizada mensalmente, segundo a UVE.

A avaliação mede variáveis como o número de carregadores por mil habitantes, a disponibilidade em espaço público, a distribuição por freguesia, a taxa de utilização, a área municipal e a proporção de carregadores rápidos.

Segundo os resultados, apenas três municípios alcançaram as cinco estrelas: Loulé, Óbidos e Vila Franca de Xira. Os últimos lugares ficaram com Madalena (Açores), Gouveia (Guarda) e Sabrosa (Vila Real).

Metodologia

À primeira vista, o elevado número de tomadas não garante melhor posição. A explicação reside na ponderação de fatores como densidade populacional, uso efetivo e distribuição geográfica dentro do concelho.

Por exemplo, Óbidos soma 38 tomadas, ainda assim ocupa o topo da lista. Em contrapartida, Lisboa, com mais de 1700 tomadas, figura na 58.ª posição, conforme o método utilizado.

Outro dado relevante é a taxa de utilização: Lajes do Pico, na ilha do Pico, regista a maior ocupação, com 27,2% das duas tomadas disponíveis, ambas de carregamento lento.

Contexto e objetivos

A UVE afirma que a avaliação visa pressionar governos locais a intensificar políticas de rede de carregamento, para atrair condutores para a mobilidade eléctrica. O estudo aponta que o crescimento da rede tem impacto direto na adesão aos veículos eléctricos.

O Observatório para a Mobilidade Eléctrica agrega ainda dados sobre a rede, venda de veículos e custos de carregamento, oferecendo uma visão mais ampla do ecossistema.

Fonte: Observatório da Mobilidade Eléctrica, associação UVE.

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