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Senhas continuam a ser o elo mais fraco; explicamos como as corrigir

No Dia Mundial da Palavra-Passe, 68% das senhas podem ser decifradas em menos de 24 horas, destacando a necessidade de frases-passe fortes e MFA

A utilização de palavras-passe “fracas” continua a ser a norma entre os utilizadores, o que cria graves problemas de segurança
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O Dia Mundial da Palavra-Passe destaca a segurança das chaves digitais. Um estudo global da Kaspersky, que analisou 231 milhões de sequências, indica que 68% das senhas podiam ser quebradas em menos de 24 horas. A inteligência artificial permite, para 20% das chaves com 15 caracteres, quebrar senhas em menos de um minuto quando existem padrões previsíveis.

A psicologia dos utilizadores facilita o ataque. Termos positivos e tendências atuais ganham popularidade. Em Portugal, o termo admin foi o mais usado em 2025, seguido de 123456 e 123456789. Globalmente, a sequência 123456 foi encontrada em cerca de 23,2 milhões de contas comprometidas, segundo dados citados pelo NCSC via ESET.

Mais de metade das senhas comprometidas termina com um dígito, e a arroba surge como símbolo mais comum entre senhas com carácter especial. Ataques de força bruta testam combinações previsíveis, reduzindo o tempo de invasão. A recomendação é abandonar a ideia de uma senha única e apostar numa verdadeira frase-passe.

Frases-passe e gestão segura de credenciais

Para evitar memorizar várias chaves, especialistas sugerem usar frases-passe compostas por várias palavras não relacionadas, com mais de 12 a 16 caracteres, intercaladas com números e símbolos. A ideia é dificultar ataques de força bruta e reduzir a previsibilidade.

Numa alternativa prática, os gestores de passwords permitem armazenar várias credenciais num cofre protegido por uma única password-mãe. A prática evita reutilização de credenciais, lançando mão de soluções seguras em vez de anotações em papel.

Avançam também as passkeys, que utilizam biometria ou PIN local para autenticação, eliminando a password partilhada entre utilizador e servidor. A transição ainda não é total, mas é considerada uma via para reduzir riscos.

Mesmo com o evoluir tecnológico, manter a autenticação multifator (MFA) continua essencial. Um código adicional enviado para o dispositivo do utilizador agrega uma segunda camada de proteção, mesmo que a frase-passe tenha sido comprometida.

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