O centro de dados de Sines receberá, no fim de 2027, um fornecimento adicional de cerca de 66 mil processadores Nvidia de última geração. O investimento envolve 695 milhões de euros, distribuídos entre infraestrutura partilhada e a construção de um novo edifício.
A operação é promovida pela Nscale, empresa britânica responsável pela instalação dos componentes, com a Microsoft a planear utilizá-los para disponibilizar serviços aos seus clientes. O segundo edifício do centro de dados está em construção, com capacidade prevista de 200 megawatts.
Detalhes do investimento e impactos
O montante de 695 milhões de euros subdivide-se em 230 milhões para infraestrutura partilhada e 465 milhões para o novo edifício. Os chips Vera Rubin são orientados para tarefas de inteligência artificial e prometem maior eficiência energética face à geração anterior.
Até ao momento, o projeto já integra 12.600 processadores Nvidia Blackwell Ultra, que também suportam cargas de trabalho intensivas em IA. A instalação dos novos chips deverá começar no final de 2027, ocupando integralmente o segundo edifício.
Contexto e declarações
O diretor-geral da Nscale afirmou que a parceria permite disponibilizar IA de última geração a escala necessária para cargas de fronteira, destacando a importância de Sines para infraestruturas de alta densidade. Investidores e executivos ligados ao projeto veem Portugal como líder emergente em IA na Europa.
A Microsoft já tem um compromisso de investimento superior a 10 mil milhões de dólares no centro de dados em Portugal, reforçando a posição do país na arquitetura de IA em grande escala. Os números refletem a procura global por capacidade de processamento acelerada por IA.
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