Em Alta Eleições 2026 políticafuteboldesportoPortugalinternacionaisgovernopessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Crianças desenham bigodes para burlar verificações de idade online

Um terço de crianças no Reino Unido contorna verificações de idade online, com datas falsas e truques como desenhar bigodes para enganar o reconhecimento facial

Um terço das crianças contorna as verificações de idade online: é assim que o faz
0:00
Carregando...
0:00

Cerca de um terço de crianças no Reino Unido admite ter contornado verificações de idade online nos últimos dois meses, recorrendo a datas de nascimento falsas, documentos emprestados ou técnicas simples como desenhar um bigode com lápis. Um caso relatado envolve uma mãe que viu o filho validar a reconhecimento facial com um bigode desenhado, alegadamente para passar a verificação quando tinha apenas 12 anos.

O estudo, realizado pela organização Internet Matters, entrevistou 1.270 crianças entre os 9 e os 16 anos e respetivos pais, com o objetivo de avaliar a eficácia da Lei de Segurança Online no país. Os investigadores destacam que 46% dos inquiridos consideram fácil ultrapassar as verificações de idade, contra 17% que as encontram difíceis.

Quais métodos são usados e quem está envolvido

Entre os métodos mais descritos estão as datas falsas, o uso de identificação de outra pessoa, envio de vídeos com o rosto de terceiros e a simulação de identidades de videojogos para enganar as ferramentas de reconhecimento facial. Uma menina de 11 anos contou ter visto vídeos de personagens de jogos a serem usados para esse fim.

As respostas indicam que crianças mais velhas tendem a ver as verificações como mais fáceis de contornar: 52% dos de 13 ou mais anos dizem ser simples sustentar a passagem, face a 41% entre os que têm 12 ou menos. As principais motivações apontadas são aceder a redes sociais com idade não cumprida, participar em jogos online e usar apps de mensagens.

A pesquisa também aponta que 26% dos pais permitiram que os filhos contornassem as verificações, com 17% a admitir ter ajudado ativamente. Alegam agir quando o conteúdo era considerado apropriado para a idade. Uma mãe relatou ter apoiado o filho para permitir a entrada num jogo conhecido por pedidos de idade superiores.

Efeitos da Lei e recomendações

A Lei da Segurança Online, vigente desde julho de 2025, obriga plataformas a aplicarem proteções de idade mais eficazes, com melhorias em denúncias, avisos e limitações de funcionalidades. Cerca de 68% dos pais e das crianças notaram mudanças nas plataformas utilizadas pelos jovens.

Apesar das alterações, quase metade dos participantes relatou exposição a conteúdos prejudiciais no último mês, incluindo material violento, conteúdos que promovem padrões corporais irreais e conteúdo discriminatório. Os dados também mencionam o surgimento de vídeos com discursos de ódio ou extremismo nas redes sociais.

O relatório recomenda incorporar medidas de proteção desde o desenho das plataformas, definir o acesso com base no risco de cada serviço e adaptar controles ao desenvolvimento infantil. Reforça ainda o papel dos pais, com orientações claras sobre controle parental e funcionamento de algoritmos.

Fonte: Internet Matters. Créditos: Pexels.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais