A ANAV – Associação Nacional de Agências de Viagens exprimiu esta segunda-feira a preocupação com os impactos da implementação do novo sistema de controlo nos aeroportos portugueses. O alerta é para um impacto potencial nas filas à fronteira, com a entrada em vigor plena do sistema europeu de controlo. A associação pede coordenação urgente entre as autoridades.
Segundo a ANAV, existe o risco de agravamento das esperas nos controlos de fronteira com a implementação total do sistema europeu, que visa reforçar a segurança no espaço Schengen. O alerta surge numa altura em que vários países já enfrentam constrangimentos operacionais.
A associação lembrou ainda que já foi necessária uma suspensão temporária da recolha biométrica nas partidas, por causa do tempo de espera. Passa a ser exigido o controlo de dados biométricos para cidadãos não pertencentes à UE, o que exige mais tempo no atendimento.
Este contexto preocupa passageiros, agências de viagens e operadores turísticos, com impactos na experiência dos clientes e nos custos de assistência. A ANAV considera também fragilidades no sector de handling, que agravam a situação nos aeroportos nacionais.
Contexto do sistema EES
Miguel Quintas, presidente da ANAV, afirmou que é necessária uma resposta rápida, coordenada e eficaz entre o Governo, a PSP, a AIMA, a ANA Aeroportos de Portugal e demais operadores. O objetivo é assegurar previsibilidade, confiança e normalidade no funcionamento dos aeroportos nacionais.
O Sistema Europeu de Entrada/Saída (EES) passou a funcionar a 100% na UE desde 10 de abril. O sistema substitui o carimbo no passaporte pelo registo digital de dados biométricos para cidadãos não pertencentes à UE e vinha a ser implementado de forma faseada desde outubro de 2025. A ANAV destaca a importância de uma implementação bem gerida para evitar impactos na experiência de viagem.
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