- No final de março, o Governo russo lançou uma campanha de censura na Internet para reduzir o uso de redes VPN que permitem aceder a conteúdos proibidos.
- Os principais serviços russos deixam de funcionar quando as VPN estão ativas, contornando bloqueios de aplicações como o Telegram ou o WhatsApp.
- Ao ligar as VPN, plataformas como Yandex, Mail.ru, VK, bem como lojas digitais e aplicações bancárias, não funcionam; na Wildberries surge a mensagem de acesso restrito.
- O mesmo acontece com o Ozon, tanto em telemóveis como em computadores. Além disso, Yandex.Pay e cinemas online como Kinopoisk e Wink deixam de funcionar com VPN ativada.
- O ministro do Desenvolvimento Digital, Maxud Shadáyev, afirmou que o objetivo é reduzir o uso de VPN e restringir o acesso a plataformas estrangeiras que não cumprem a lei russa; mencionou contactos com o Telegram sem acordo vitorioso.
O governo russo intensificou, no final de março, uma campanha de censura na Internet com o objetivo de reduzir o uso de redes VPN. Estas ferramentas permitem aceder a conteúdos e serviços proibidos no país, segundo relatos locais.
Serviços russos deixaram de funcionar quando as VPN estão ativas, impedindo o acesso a recursos bloqueados. Entre os afectados estão o motor de busca Yandex, o Mail.ru, a rede social VK, bem como lojas digitais e aplicações bancárias.
Ao tentar abrir apps como a Wildberries, o utilizador vê uma mensagem de acesso restrito e o pedido para desligar a VPN. O mesmo são verificou com a plataforma Ozon, em telemóveis e em computadores.
Contexto da campanha
Utilizadores também reportaram falhas em serviços como Yandex.Pay e em cinemas online russos, incluindo Kinopoisk e Wink, quando as VPN estão ligadas. As autoridades declararam o propósito de reduzir a utilização de VPN e restringir o acesso a plataformas estrangeiras que não cumprem a legislação de segurança.
O ministro do Desenvolvimento Digital, Maxud Shadáyev, explicou que o objetivo é diminuir a utilização de VPN, sobretudo nas grandes cidades e entre jovens. Afirmou ainda que pretende impedir o uso de plataformas que não aceitam a lei russa de segurança e combate ao terrorismo.
O governante acrescentou que algumas plataformas de mensagens, como o Telegram, estiveram no centro de negociações longas sem resultado concreto. As autoridades dizem que a medida é parte de uma estratégia para reforçar o controlo sobre o acesso a conteúdos considerados sensíveis.
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