- Os parquímetros de Lisboa deverão ser progressivamente retirados, com a cobrança da tarifa passando a ser feita pela EMEL através da via digital, via aplicação móvel.
- A EMEL reconhece dificuldades na gestão de 3.186 parquímetros, muitos dos quais vandalizados.
- A cidade vai testar zonas sem parquímetros, onde o estacionamento se paga apenas digitalmente.
- Em dois mil e vinte e cinco, setenta e quatro por cento dos pagamentos de estacionamento na rua já eram feitos por via digital.
- Os parquímetros chegaram a Lisboa há pouco mais de três décadas, inicialmente no centro, depois na maior parte das zonas com estacionamento regulado.
Os parquímetros de Lisboa podem ter os dias contados. A EMEL admite dificuldades na gestão de 3186 equipamentos, muitos deles vandalizados, e já prepara uma mudança gradual para pagamentos digitais. A transição envolve retirar progressivamente os parquímetros do espaço público.
Segundo a empresa municipal, 74% dos pagamentos de estacionamento na via pública foram feitos por via digital em 2025, evidenciando a aceitação de novas soluções. As moedas vão deixar de existir como forma de pagamento.
A mudança implica que a tarifa passe a ser cobrada pela EMEL através da aplicação móvel da empresa, em vez de utilizadores alimentarem máquinas com moeda. A transição deverá ocorrer de forma faseada, com zonas inicialmente piloto.
Reestruturação dos pagamentos
A EMEL pretende manter o controlo sobre a cobrança do estacionamento, mas substituir o hardware físico pela solução digital. A estratégia visa reduzir vandalismo e simplificar a gestão operativa dos espaços regulados.
A decisão surge num contexto de evolução tecnológica e de maior adoção de pagamentos sem contacto. A empresa ressalva que a explicação técnica do processo será comunicada às entidades municipais e aos utilizadores.
Impacto esperado
Fontes da EMEL indicam que a mudança pode afetar zonas centrais e periféricas, com implementação gradual ao longo de 2025. O objetivo é manter a disponibilidade de lugares disponíveis e melhorar a experiência do utilizador.
As informações oficiais destacam que a passagem para pagamentos digitais não elimina a necessidade de fiscalização, que deverá ser adaptada à nova forma de cobrança. A EMEL mantém o foco na transparência e na satisfação dos cidadãos.
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