Entre os avanços da IA e o interesse pelas práticas religiosas, surgem avatares religiosos digitais usados para orientar fiéis e curiosos. Do Jesus gerado por IA ao monja zen Emi Jido, diversas plataformas exploram ensinamentos espirituais com tecnologia de IA.
A Just Like Me, empresa norte‑americana, criou um avatar de Jesus em IA que funciona como mentor diário. Os utilizadores podem ligar por videochamada e manter conversas com a figura, que se apresenta como apoio emocional.
O avatar de Jesus apresenta‑se com aparência realista, centrado a partir dos ombros, e dirige‑se diretamente ao utilizador. A empresa afirma que o modelo foi treinado com a Bíblia King James e sermões para promover orientação espiritual.
Chris Breed, presidente da Just Like Me, diz que a interação cria um vínculo que lembra conversas anteriores. A empresa sustenta que as aplicações visam oferecer uma alternativa ao doomscrolling e estimular a reflexão.
No Japão, a prática é reenquadrada no budismo com a criação de Emi Jido, uma monja em IA treinada pelo sacerdote Roshi Jundo Cohen. O protótipo foi desenvolvido ao longo de anos e apresentado via Zoom em 2024.
A Emi Jido é apresentada como uma amiga zen, criada para apoiar a prática espiritual com palavras de apoio e sabedoria, sem intenção de ser mestra. Os criadores sublinham a necessidade de avaliação ética contínua.
A desenvolvedora beingAI afirma que o objetivo é disponibilizar a Emi gratuitamente no futuro, quando estiver pronta. Cohen vê o projeto como um percurso que poderá durar gerações, com educação de valores para a IA.
Especialistas apontam que o debate ético cresce à medida que a IA se infiltra na vida religiosa. Ainda não há dados consistentes sobre quantas pessoas utilizam estas ferramentas com regularidade.
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