Os astronautas da Artemis II da NASA estão a chegar ao lado oculto da Lua. A missão, lançada a 1 de abril, envolve uma viagem de cerca de 10 dias a bordo da Orion. O objetivo é observar o lado distante da Lua pela primeira vez, em voo durante aproximadamente seis horas.
A tripulação é composta por três norte-americanos e um canadiano. O trajeto em forma de oito não envolve aterragem nem órbita lunar, mas supera a distância registada pela Apollo 13, aproximando-se mais de 6 600 quilómetros do que a histórica missão de 1970.
A nave descolou do Centro Espacial Kennedy, na Florida, e segue para além da órbita baixa da Terra. Durante o sobrevoo, os pares de tripulantes vão alternando-se para fotografar o lado remoto com várias câmaras, a uma distância máxima de 6 550 quilómetros da superfície lunar.
Progresso da missão
O voo está a avançar num contexto de recordação histórica. A Artemis II pretende abrir caminho para uma base lunar com veículos de aterragem, rovers, drones e habitats, alinhando passado, presente e futuro da exploração espacial.
Christina Koch lidera a missão como chefe de equipa, destacando que o marco é significativo, ainda que não seja sobre superlativos. A equipa pretende também observar fragmentos da coroa solar durante um possível eclipse total.
Ao regressar, a Orion deverá ficar quatro dias a retornar à Terra. A cápsula aterra no Oceano Pacífico, junto a San Diego, previsto para 10 de abril, nove dias após o lançamento na Flórida.
Durante o regresso, a tripulação manterá ligação com a Estação Espacial Internacional, onde os colegas da NASA vão acompanhar a comunicação entre as equipas. O objetivo é concluir a missão com segurança e trazer dados para futuras missões lunares.
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