A Associação Nacional Táxis Unidos de Portugal (ANTUP) vai apresentar queixa aos ministérios da Administração Interna e das Infraestruturas sobre uma campanha de choque promovida pela associação ANM-TVDE, que, segundo a ANTUP, incita à violência. A denúncia envolve ainda o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) devido à propaganda considerada agressiva. O objetivo é travar a desinformação e defender o taxi tradicional.
A ANTUP afirma que a campanha da ANM-TVDE utiliza imagens de extremada violência para demonizar os taxistas e promover a ideia de uma guerra civil entre táxis e TVDE. Alegadamente, as imagens, divulgadas no Facebook, seriam geradas por inteligência artificial. A associação acrescenta que os conteúdos incitam a hostilidade entre profissionais.
Victor Soares, presidente da ANM-TVDE, contestou as acusações, dizendo que a campanha é de esclarecimento sobre a proposta de alteração à lei 45/2018, defendendo a inclusão do setor do táxi no serviço TVDE. A ANM-TVDE alega ter reunido com o PSD e aponta que as duas associadas discordam, mas defendem a regulação e o equilíbrio regulatório.
Reações e contexto regulatório
A ANTUP afirma que o tom da comunicação da ANM-TVDE recua a episódios de abertura do mercado e aponta que o discurso revela uma estratégia de dividir para reinar, prejudicando a convivência entre setores. A associação de taxistas sustenta que a propaganda pode criar um ambiente propício a confrontos nas ruas.
A ANM-TVDE, por seu lado, sustenta que as diferenças entre táxis e TVDE são, em grande medida, regulatórias e administrativas, não na prática de exploração. A organização ressalta que tanto o taxi como o TVDE enfrentam custos, pressão regulatória e necessidade de rentabilidade, defendendo uma abordagem equilibrada na regulação.
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