- Em 2025, Portugal bloqueou mais de 1.500 sites de streaming e travou 182 milhões de conteúdos ilegais.
- O país continua a ter um consumo de pirataria 33 por cento acima da média europeia.
- Dos 1.504 sites bloqueados, mais de 1.300 cessaram atividade já de acordo com a legislação em vigor.
- A monitorização de eventos em direto cresceu, com as ocorrências por evento a passar de cerca de 20 para mais de 200.
- No cinema e nas séries, houve 360 pedidos de bloqueio a plataformas de partilha ilegal, resultando no encerramento definitivo de 139 sites, com identificação de centenas de grupos dedicados nas redes sociais.
Mais de 1500 sites de streaming bloqueados em 2025, segundo a Fevip. O relatório indica também que foram travados 182 milhões de conteúdos ilegais em Portugal no último ano. A Fevip é a Associação Portuguesa de Defesa de Obras Audiovisuais, que atua no combate à pirataria.
O país mantém-se à frente nos números de pirataria digital, com consumo superior em 33% à média europeia. O estudo reforça a prevalência de conteúdos ilícitos, apesar do conjunto de medidas de prevenção e bloqueio em vigor.
Ao longo de 2025, foram bloqueados 1504 sites de streaming. Mais de 1300 cessaram atividade, em cumprimento da legislação existente, reforçando o esforço institucional contra a pirataria online.
A monitorização de eventos em direto registou um crescimento significativo. O número médio de ocorrências por evento aumentou de cerca de 20 para mais de 200, apontando para maior pressão sobre transmissões ilegais, em particular no desporto.
No que diz respeito a cinema e séries, foram apresentados 360 pedidos de bloqueio a plataformas dedicadas à partilha ilícita. Resultou no encerramento definitivo de 139 sites, segundo o relatório.
Paralelamente, a atuação em redes sociais e apps permitiu identificar centenas de grupos dedicados à distribuição ilícita, com potencial impacto em milhões de utilizadores. A Fevip aponta avanços na cooperação entre entidades públicas e privadas.
Para o diretor-geral da Fevip, houve uma ligeira redução de infrações registada em 2025 face a 2024, considerado positivo. A autoridade atribui a diminuição à eficácia das medidas de prevenção e bloqueio, que limitam a disponibilidade de conteúdos ilegais online.
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