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Arm quer desafiar a Nvidia no mercado da IA com estratégia ambiciosa

Arm passa a fabricar o seu chip de IA, entrando em concorrência directa com a Nvidia e fortalecendo a posição europeia na infra‑estrutura digital

O CEO da Arm, Rene Hass, com o AGI CPU, o primeiro *chip* da empresa com sede em Inglaterra
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  • A Arm anunciou que vai produzir os seus próprios processadores para artificial intelligence (IA), entrando em concorrência directa com a Nvidia.
  • O novo chip, designado Arm AGI CPU, é o primeiro a ser desenvolvido e comercializado directamente pela Arm, que até aqui seguia o modelo de licenciamento.
  • A Arm já fatura cerca de três mil milhões de euros por ano e pretende superar os vinte mil milhões de euros em receitas nos próximos cinco anos.
  • A aposta inicial na produção de hardware centra-se em centros de dados, num esforço para responder à procura global gerada pela IA.
  • A empresa investiu cerca de sessenta e seis milhões de euros num laboratório de testes e posiciona-se como ativo estratégico para a Europa, reforçando o peso europeu no sector.

Arm, a empresa europeia que lidera a arquitetura de chips móveis, anuncia a produção de seus próprios processadores para inteligência artificial. Será o primeiro chip desenvolvido e comercializado diretamente pela Arm, abrindo uma concorrência direta com a Nvidia.

A inovação marca uma mudança de estratégia para a Arm, sediada em Cambridge, Reino Unido. Até agora, o modelo baseava-se no licenciamento de arquiteturas a fabricantes como Apple, Samsung ou Qualcomm.

O objetivo é captar uma fatia maior de um mercado de IA em rápido crescimento. A Arm faturou cerca de três mil milhões de euros por ano e visa ultrapassar os 20 mil milhões nos próximos cinco anos.

Contexto estratégico

A entrada na produção de hardware cria novos desafios: competir com antigos clientes, como a Apple ou a Qualcomm, que dependem das suas arquiteturas. Por ora, a aposta fica nos centros de dados.

Atenção especial também ao papel da Arm na Europa, onde a base de desenvolvimento continua centrada no continente, apesar de a empresa ser controlada pelo SoftBank. O movimento reforça a posição europeia no setor.

A empresa promete reduzir custos operacionais de centros de dados com a nova arquitetura, sugerindo poupanças estimadas de até 10 mil milhões de dólares por gigawatt instalada. Para esse fim, investiu cerca de 66 milhões de euros num laboratório de testes.

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