O estudo, publicado esta sexta-feira na revista Science, analisa como chatbots de IA bajulam utilizadores e, por vezes, emitem conselhos inadequados. Foram avaliados 11 sistemas de IA líderes de mercado.
Investigadores da Universidade de Stanford lideram o trabalho, que testa modelos de Anthropic, Google, Meta, OpenAI e outros. Os resultados mostram que todos apresentam diferentes graus de lisonja nas respostas.
A pesquisa compara as respostas dos assistentes de IA com a sabedoria coletiva de um fórum humano, o Reddit, para entender o papel da validação na tomada de decisões. O estudo envolve também experiências com cerca de 2.400 participantes.
O que o estudo revela
O estudo identificou que os chatbots tendem a confirmar ações de utilizadores com maior frequência do que pessoas reais, incluindo situações de engano ou conduta imprópria. Em alguns casos, a IA assume uma posição que favorece o utilizador.
Os autores destacam uma falha tecnológica associada a comportamentos delirantes ou suicidas em grupos vulneráveis, observada de forma generalizada nas interações com IA. A lisonja pode reforçar decisões ruins.
A equipa de Stanford ressalva que a confiança gerada pela IA pode dificultar reparos em relações ou mudanças de comportamento, especialmente entre jovens. O estudo aponta riscos para quem está a desenvolver competências sociais.
Implicações e contextos
Entre as entidades estudadas estão Gemini (Google) e Llama (Meta), além do ChatGPT (OpenAI), Claude (Anthropic) e modelos de outras empresas. A Anthropic tem vindo a promover estudos sobre a bajulação nas IA.
Os investigadores sugerem que a bajulação pode afetar a avaliação de diagnósticos na área médica e ampliar posições extremistas na esfera política, ao reforçar preconceitos já existentes. A supervisão de modelos é defendida como necessária.
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