O NASA anunciou a reformulação do seu programa espacial, abandonando a instalação de uma estação em órbita da Lua e destinando os recursos para uma base permanente na superfície lunar. A decisão foi anunciada pelo administrador da agência, Jared Isaacman, numa abertura de evento em Washington, EUA.
Isaacman informou que a Gateway, a estação em órbita lunar já em desenvolvimento, será suspensa na forma atual para se concentrar na infraestrutura que apoie operações na superfície da Lua. O objetivo é criar uma base que deverá custar cerca de 20 mil milhões de dólares ao longo dos próximos sete anos.
A Gateway foi concebida para servir de plataforma de investigação e de ponto de transferências para os veículos de pouso que atinariam o terreno lunar. O anúncio reconhece que adaptar o equipamento e renegociar compromissos com parceiros internacionais é possível, apesar dos vários desafios.
As mudanças no programa Artemis, segundo o administrador, implicam ajustes contratuais que envolvem somas significativas, já que empresas parceiras precisam reorientar a produção para cumprir a nova prioridade de presença na superfície lunar. A decisão surge num momento de competição com a China, que aponta para uma presença na Lua até 2030.
A mudança marca uma leitura diferente do calendário da exploração lunar da administração, com foco na presença humana estável na superfície. A evolução do programa passa a enfatizar operações e infraestrutura no solo, em vez de uma estação orbital de apoio.
A reorientação do programa ocorre numa altura em que o custo e a logística de operações na Lua são aspectos centrais para diversas entidades espaciais, e herdou reações de empresas envolvidas na cadeia de suprimentos, que precisam de ajustar prazos e contratos para acompanhar a nova estratégia.
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