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Google apresenta Groundsource para prever o imprevisível e evitar catástrofes

Groundsource prevê cheias urbanas até 24 horas antes, usando IA e milhões de dados históricos para melhorar evacuações e resposta a crises

Yossi Matias, israelita, é vice-presidente de engenharia e investigação da Google e lidera o Google Research
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  • O Google anunciou o Groundsource, uma evolução do Flood Hub, capaz de prever cheias urbanas até 24 horas antes de ocorrerem, usando IA e análise de décadas de relatórios com o Gemini.
  • A abordagem baseia-se num “ciclo mágico da investigação” que transforma perguntas relevantes em soluções aplicáveis na prática.
  • Os modelos foram treinados com mais de 2,6 milhões de eventos históricos de inundações em mais de 150 países.
  • Um caso prático citado foi a organização de evacuações na Nigéria via Flood Hub, com foco na expansão das previsões para áreas urbanas.
  • A visão inclui o FireSat, com cerca de 50 satélites para monitorizar o planeta a cada 20 minutos, e o AI Co-scientist para acelerar a descoberta científica.

Yossi Matias, vice-presidente de engenharia e pesquisa da Google, revelou o Groundsource, uma plataforma que pretende antecipar cheias em zonas urbanas e mitigar catástrofes. A apresentação ocorreu após o anúncio desta quinta-feira, com foco em transformar dados históricos em previsões rápidas.

O Groundsource parte do que já existia com o Flood Hub, mas amplia o alcance para ambientes urbanos. Utiliza o Gemini para transformar milhões de documentos públicos em um arquivo de dados de alta qualidade, cobrindo mais de 2,6 milhões de eventos de inundações em 150 países.

A equipa descreve o método como o “ciclo mágico da investigação”, que combina curiosidade orientada pelo impacto, perguntas relevantes e aplicação prática. O objetivo é reduzir a mortalidade e os danos causados por cheias repentinas.

Do que resulta esta inovação

Matias explica que o foco é preencher lacunas de dados críticos para previsões confiáveis. Ele relembra que, em 2018, muitos disseram que prever cheias era impossível; o piloto na Índia protegeu um milhão de pessoas, evoluindo para um modelo global que cobre dois mil milhões.

A motivação pessoal do líder da Google Research vem de uma experiência de quase há quinze anos, quando enfrentou um incêndio florestal sem informações úteis na hora. Esse episódio impulsionou a criação de uma equipa que prepara melhor a comunicação em crises.

Impactos práticos em crises reais

Segundo o investigador, a confiança nas previsões é essencial. Um caso recente na Nigéria, com o Flood Hub, permitiu organizar evacuações antes do atingimento de áreas rurais remotas. A expansão para o ambiente urbano é vista como crucial pela densidade populacional.

Questionado sobre o FireSat, Matias confirmou o interesse em apoiar Portugal com tecnologias de deteção de incêndios. O projeto prevê colocar em órbita cerca de 50 satélites para observar a Terra a cada 20 minutos, permitindo detetar focos muito precocemente.

Um futuro de ciência acelerada e ética

A Google aposta ainda no AI Co-scientist, um sistema de IA que acelera a investigação académica, ao gerar hipóteses e validar teorias. Para Matias, o acesso amplo à investigação de alto nível é o maior ganho, não a substituição de cientistas.

No entanto, o humano mantém o papel central: o método científico e a ética devem orientar o uso da IA, definindo o bem comum e assegurando que as máquinas operam de forma alinhada com valores sociais. A ideia é que a tecnologia amplifique o conhecimento, não a ingenuidade.

Perspetivas de implementação

Se o Groundsource demonstrar resultados estáveis, o objetivo é tornar as previsões mais rápidas e acessíveis às autoridades locais e organizações internacionais. O compromisso é manter a neutralidade, evitar afirmações não verificadas e creditar as fontes sem divulgar contatos de terceiros.

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