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Norte tem casas, mas não nas zonas com maior procura

Norte tem casas, mas não nas zonas com maior procura; a distribuição desigual aumenta os preços, com parte do parque fora do mercado de residência permanente

Porto é o epicentro da pressão habitacional
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  • O Norte não enfrenta escassez generalizada de habitação, mas um desfasamento entre locais com casas disponíveis e áreas com maior procura.
  • A conclusão é da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), que aponta a distribuição desigual como principal razão para o aumento dos preços.
  • Em 2025, a região deverá ter cerca de 1,94 milhões de alojamentos, equivalentes a 1,35 casas por agregado familiar.
  • Ainda assim, uma parte relevante do parque habitacional fica fora do mercado de residência permanente, por incluir segundas habitações, imóveis devolutos ou sem condições de utilização.
  • Esta situação reduz a oferta efetivamente disponível para quem procura casa.

O Norte tem habitação, mas não no mesmo sítio onde a procura é mais intensa. A CCDR-N conclui que a desigualdade de distribuição entre oferta e procura é o principal motor do aumento dos preços. Não é apenas falta de construção.

Em 2025, a região deverá alcançar cerca de 1,94 milhões de alojamentos, equivalente a 1,35 casas por agregado familiar. Parte desse parque não está disponível para residência permanente.

Segundo a CCDR-N, muitos imóveis correspondem a segundas habitações, estão devolutos ou sem condições de utilização. Essa situação reduz a oferta efetiva de casas para quem procura casa de forma estável.

Desfasamento territorial entre locais com mais oferta e zonas com maior procura explica, em parte, a escalada de preços registada nos últimos anos. A comissão reforça a necessária identificação de soluções com intervenção coordenada.

Estudo aponta ainda que a eficácia do mercado habitacional depende de políticas que alarguem o acesso a habitação permanente, ao invés de apenas aumentar o parque imobiliário.

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