- Juliannis, 29 anos, imigrante no Panamá, regressa à Venezuela para tentar saber do irmão desaparecido em La Guaira, devastada após sismos de 24 de junho.
- Chega a Valência, a cidade venezuelana com voos comerciais ainda escassos, para seguir rumo a La Guaira, acompanhada pela irmã que veio dos Estados Unidos.
- O irmão morava num prédio que foi reduzido a escombros; La Guaira foi fortemente afetada, com a cidade a perder grande parte da sua infraestrutura.
- Juliannis descreve a cidade como irreconhecível desde o desastre e diz saber que, perto do prédio do irmão, foi resgatada uma senhora com vida, mas não há sinais de outros sobreviventes nas imediações.
- Pede maior apoio internacional, nomeadamente da Itália, para os trabalhos de resgate, mantendo a esperança de que o irmão ainda possa estar vivo.
Juliannis voltou a uma Venezuela irreconhecível para saber se vai enfrentar o luto ou abraçar o irmão desaparecido. A jovem, de 29 anos, regressou ao país após deixar o filho no Panamá, onde vive há quase uma década, com a irmã vinda dos EUA. O objetivo é chegar a Valência, de onde parte o trajeto para La Guaira, cidade costeira abalada por dois sismos de 7,2 e 7,5 que devastaram a região a 24 de junho.
No Aeroporto Internacional Tocumen, no Panamá, as portas de embarque abriram gradualmente para voos com destino à Venezuela, permitindo que familiares e equipas de resgate se organizem para enfrentar a tragédia. A área de embarque encheu-se de venezuelanos, voluntários e meios de comunicação, num ambiente carregado de emoção e ansiedade.
Juliannis aponta para uma realidade que mudou: a rua onde o irmão vivia foi desfeita e o bairro inteiro sofreu com o abalo. Ela descreve uma cidade que se tornou quase irreconhecível, com a avenida próxima do rio San Julian reduzida a escombros. A brasileira-venezuelana pediu maior coordenação internacional nos trabalhos de resgate, destacando a necessidade de apoio de outros países, incluindo Itália, pela dupla nacionalidade do irmão.
Contexto
Apesar dos esforços, La Guaira ainda abriga mais de 460 mil habitantes, o que dificulta as operações de busca. A venezuelana manteve a esperança de encontrar o irmão, mesmo com o passar de cinco dias desde o sismo, reconhecendo que as hipóteses de sobrevivência diminuem com o tempo. As equipas de resgate continuam a trabalhar com recursos limitados, enquanto a cidade tenta organizar-se diante da tragédia. Juliannis embarcou, mantendo a busca como prioridade e aguardando notícias sobre o paradeiro do familiar.
Entre na conversa da comunidade