- Penafiel vai ter habitação colaborativa e comunitária, num projeto de 2,7 milhões de euros promovido pela Conferência Vicentina de Nossa Senhora do Rosário de Penafiel.
- O modelo combina habitação acessível, autonomia individual e combate ao isolamento, com cada residente a manter a privacidade, mas a integrar uma comunidade de proximidade.
- Serão 11 apartamentos, tipologias T1 e T2, com capacidade para acolher 40 pessoas, junto ao Pavilhão Municipal Fernanda Ribeiro; terreno legado por mecenas há mais de 60 anos.
- Os moradores serão referenciados pela Segurança Social e pela Conferência, e o regulamento de acesso deve ficar definido até ao final do ano.
- O financiamento prevê 60% do Plano de Recuperação e Resiliência, com o restante assegurado pela Conferência, mecenas e privados; a obra deverá ficar concluída no primeiro trimestre de 2027.
O concelho de Penafiel avança com uma solução inovadora de habitação comunitária, num projeto de 2,7 milhões de euros promovido pela Conferência Vicentina de Nossa Senhora do Rosário de Penafiel. A iniciativa junta habitação acessível, autonomia individual e combate ao isolamento, propondo novas formas de envelhecimento e de apoio social.
O empreendimento, junto ao Pavilhão Municipal Fernanda Ribeiro, funciona em terreno legado por um mecenas há mais de seis décadas. Vai ter 11 apartamentos, T1 e T2, com capacidade para acolher 40 pessoas. Os moradores serão referenciados pela Segurança Social e pela Conferência Vicentina, sendo o acesso regulado até ao final do ano.
O projeto é financiado em 60% pelo Plano de Recuperação e Resiliência, com o restante assegurado pela Conferência, mecenas e privados. A construção está prevista para terminar no primeiro trimestre de 2027. O modelo pretende manter a privacidade dos residentes, ao mesmo tempo que cria uma comunidade de proximidade baseada na partilha e na entreajuda.
Para o presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Pedro Cepeda, o investimento representa uma resposta a desafios sociais relevantes, como o acesso à habitação e o envelhecimento da população. Cepeda sublinha que o modelo reforça a autonomia, combate o isolamento e promove a dignidade, a segurança e a qualidade de vida dos residentes.
Estrutura e gestão do projeto
A conformação do programa coloca a habitação como parte de uma rede de apoio, com uma identidade comunitária sólida. Este modelo visa facilitar a participação dos moradores e criar um sentimento de pertença à comunidade local, sem abrir mão da privacidade individual.
Referenciação e regulamentação de acesso
A seleção de residentes será efetuada pela Segurança Social e pela Conferência Vicentina. O regulamento de acesso às casas deverá estar definido até ao final de 2024, assegurando critérios de elegibilidade e procedimentos de entrada.
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