- O Governo da RDCongo atualizou para 291 mortos e 1.118 casos confirmados de ébola, com dados até 23 de junho.
- O surto começou em Ituri, a 15 de maio, e já se espalhou para as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul; Uganda registou 20 casos e França o primeiro caso importado.
- A taxa de letalidade está em 26%; 408 doentes estão isolados/hospitalizados; a taxa de rastreio de contactos é de 77,1% e 122 pessoas já se recuperaram.
- A Organização Mundial de Saúde afirmou que a estirpe é Bundibugyo, sem vacina ou tratamento específico autorizado, e declarou a epidemia como emergência de saúde pública de importância internacional.
- Este é o terceiro pior surto de ébola já registado; o pior ocorreu de 2014 a 2016 na África Ocidental, com cerca de 11 mil mortos.
O Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) atualizou os números do surto de ébola instalado no leste do país. A contagem aponta 291 mortos e 1118 casos confirmados, com dados recolhidos até 23 de junho. Ituri, norte e sul de Kivu continuam a ser as zonas mais afetadas.
O surto, declarado a 15 de maio, já atingiu também o Uganda com 20 casos confirmados, incluindo 15 importados da RDCongo, e registou duas mortes no país vizinho. Em França, foi detetado o primeiro caso positivo, num médico humanitário que regressava da RDCongo.
Progresso da vigilância e estado dos doentes
A taxa de letalidade situou-se nos 26% na última avaliação, com 408 doentes isolados/hospitalizados. A taxa de rastreio de contactos atingiu 77,1%, e 122 pessoas já recuperaram da doença. As autoridades destacam a continuidade dos esforços de vigilância e de assistência.
Epizootiologia e alcance geográfico
O surto decorre da estirpe Bundibugyo, cuja letalidade varia entre 30% e 50%. Não existe vacina nem tratamento específico autorizado para esta estirpe, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A epidemia já se propagou para as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul além de Ituri.
Resposta internacional e avaliação de risco
A OMS declarou a epidemia como Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional a 17 de maio. Em meados de junho, a OMS indicou que a transmissão acelerava na RDCongo, apesar do reforço das medidas de resposta sanitária. Foi feito apelo a um cessar-fogo humanitário no leste do país para facilitar os trabalhos.
Contexto histórico e impacto
Este é já o terceiro pior surto de ébola registado na história. O maior ocorreu na África Ocidental entre 2014 e 2016, com cerca de 11 mil mortos e 28 mil infetados. O ébola transmite-se por contacto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados.
Notas
A OMS aponta para um risco elevado de propagação na África Subsariana, com impacto limitado a nível global. O presente relatório utiliza dados oficiais do Ministério da Comunicação e Media da RDCongo e informações da OMS.
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