- Megaoperação em Amarante resgatou mais de trezentos cães em condições indignas, segundo o Grupo de Intervenção e Resgate Animal (IRA).
- A operação foi coordenada pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), com o IRA no terreno e apoio da Guarda Nacional Republicana (GNR).
- Pretendia-se localizar cerca de cinquenta animais, mas foram retirados mais de trezentos cães que viviam em jaulas, entre dejetos e urina.
- O IRA indicou que a atividade pode estar relacionada com criação para venda de raças, com fêmeas usadas para reprodução para lucro.
- O presidente da Câmara Municipal de Amarante, Jorge Ricardo, afirmou que o espaço tinha licença de habitação, mas que a situação era desconhecida pelas autoridades, e pediu ajuda para acolhimento e despesas.
Após uma denúncia do Grupo de Intervenção e Resgate Animal (IRA), foi realizada uma megaoperação no concelho de Amarante para resgatar cães em situação de maus-tratos. A ação ocorreu na tarde de terça-feira, sob coordenação da DGAV e com o apoio da GNR.
Foram resgatados mais de 300 cães, vivendo em jaulas estreitas, rodeados de dejetos e urina, com doenças identificadas. A operação superou a expectativa inicial de cerca de 50 animais.
A divulgação do IRA aponta para alegadas atividades ligadas à criação de animais para venda, com fêmeas usadas para reprodução em benefício de um negócio lucrativo. Entre as raças identificadas estavam yorkshires, pinschers, bulldogues franceses e cavaleiros.
Situação e desvios relevantes
O presidente da Câmara Municipal de Amarante, Jorge Ricardo, disse à RTP que o local apresentava risco à saúde pública e que a licença era para habitação, não para a atividade de criação em tais condições. A autarquia afirmou não ter conhecimento prévio do uso do espaço.
O IRA solicita apoio de associações de proteção animal e de particulares para acolhimento temporário, bem como contribuições para alojamento, cuidados veterinários e alimentação dos cães resgatados.
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