- Dezenas de docentes que estão a fazer mestrado em Ensino já lecionam em escolas e não conseguem conciliar o estágio obrigatório com a sua atividade profissional.
- O estágio é exigido pelas universidades e é visto como incompatível com a prática docente atual.
- O Governo permitiu a entrada na carreira docente sem mestrado, com o compromisso de o concluir nos quatro anos seguintes.
- As universidades não estão a agilizar a conclusão dos cursos, o que leva os professores a reclamarem uma solução ao ministro da Educação, Fernando Alexandre.
Dezenas de docentes que já lecionam em escolas encontram dificuldades para concluir o mestrado em Ensino, já que o estágio exigido pelas universidades é considerado incompatível com a atividade profissional. A queixa concentra-se na dificuldade de equilibrar estágio e carga de trabalho em sala de aula.
Os professores pedem uma solução ao ministro da Educação, Fernando Alexandre. O Governo abriu a entrada na carreira docente sem mestrado, com a obrigação de o terminar nos quatro anos seguintes, mas as universidades não aceleram o processo, alegam os interessados.
Contexto e impacto
A queixa centra-se na pressão de cumprir um estágio obrigatório que, segundo os docentes, não se concilia com a prática diária de lecionar. A entrada na carreira sem mestrado visava acelerar a formação, mas a conclusão continua a depender de etapas institucionais que não avançam com a mesma rapidez.
O que reivindicam
Os docentes pedem clareza sobre prazos e alternativas para a conclusão do mestrado, mantendo a atividade letiva. A depender de um ajeitamento entre universidades e entidades reguladoras, as propostas podem incluir flexibilização de estágios ou opções de conclusão à distância, sem perder a qualidade formativa.
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