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No Centro Ferreira Borges, jovens e idosos convivem com a comunidade

Centro Intergeracional Ferreira Borges, em Campo de Ourique, sustenta autonomia de 130 residentes em centro de dia e 12 em residência colaborativa, financiado pelos Jogos Santa Casa

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  • O Centro Intergeracional Ferreira Borges, em Campo de Ourique, Lisboa, é uma residência colaborativa que preserva autonomia e vida em comunidade.
  • Inaugurado em maio de 2021, o edifício tem nove apartamentos (seis individuais e três duplos) e atende 130 pessoas em centro de dia e 12 em residência colaborativa.
  • O modelo promove convivência entre gerações, com espaços comuns e atividades, mantendo rotinas livres de horários rígidos.
  • As receitas dos Jogos Santa Casa financiam o centro; a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa apoia cerca de 500 idosos em respostas residenciais e 1.470 utentes em habitação, com mais de 10 milhões de euros em 2025.
  • A série Boas Causas, em parceria com o Correio da Manhã e a CMTV, mostra como os jogos geram impacto social positivo.

O Centro Intergeracional Ferreira Borges, gerido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em Campo de Ourique, demonstra que é possível envelhecer com autonomia e em convívio com várias gerações. A residência colaborativa funciona por uma lógica de partilha de vida, com apoio técnico quando necessário.

A iniciativa surge no âmbito de uma parceria que envolve Jogos Santa Casa, a CMTV e o Correio da Manhã. A série Boas Causas destaca, em 13 episódios, como os recursos dos jogos sociais transformam vidas reais na comunidade.

O Centro Ferreira Borges fica numa casa que abriga nove apartamentos (seis individuais e três duplos). Os residentes mantêm privacidade e liberdade, com áreas comuns que promovem convivência. O espaço atende 130 pessoas em centro de dia e 12 em residência colaborativa.

Modelo de residência colaborativa

Os moradores não são confinados a um regime tradicional. Cada um continua a realizar compras, idas ao café do bairro e atividades, com apoio disponível quando necessário. O objetivo é manter a autonomia, a dignidade e a participação na comunidade.

Entre relatos de residentes, destaca-se o testemunho de Maria Odete, 86 anos, que vive no centro e escolhe ouvir música o dia inteiro. Outros destacam atividades como zumba, tai chi e pintura, que ajudam a promover bem-estar e socialização.

Este conceito visa responder ao isolamento que acompanha o envelhecimento. O Centro trabalha para devolver o sentido de pertença, estimular relações humanas e permitir que cada pessoa permaneça dono da sua vida, mesmo com apoio quando preciso.

Impacto e contexto financeiro

O Centro Ferreira Borges faz parte de um conjunto de respostas da SCML para idosos, que envolve cerca de 500 pessoas em ERPI e residência colaborativa, além de apoio a 1470 utentes na habitação. Em 2025, o valor total do apoio superou os 10 milhões de euros.

A Santa Casa gere três hospitais e três unidades de cuidados continuados. No âmbito social, o leque inclui centros de dia, emergências, apoio a crianças e alimentação, com financiamento relevante dos Jogos Santa Casa.

Cerca de 97% dos resultados dos jogos retornam à sociedade. No último ano, more de 800 milhões de euros foram entregues ao Estado para várias áreas, incluindo saúde, educação e proteção civil.

Boas Causas, impacto real

O projeto InterAge, de que o Ferreira Borges faz parte, prevê transformar outros centros de dia da SCML em espaços intergeracionais, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa. O objetivo é ampliar o convívio entre gerações com sustentabilidade financeira assegurada pelos jogos sociais.

A série Boas Causas evidencia como as receitas dos jogos sociais se transformam em acompanhamento, atividades e combate ao isolamento. O Centro Intergeracional Ferreira Borges é um exemplo concreto dessa ligação entre orçamento público, responsabilidade social e qualidade de vida para idosos.

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