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BE/Açores alerta para enfermeiros a trabalhar 16 a 24 horas seguidas

BE denuncia turnos de até 24 horas no SIV dos Açores, alertando para riscos aos utentes e profissionais; solicita avaliação urgente e plano de reestruturação

Enfermeiros
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  • O Bloco de Esquerda questionou o Governo Regional dos Açores sobre o funcionamento do Serviço de Suporte Imediato de Vida (SIV), alegando que enfermeiros trabalham 16 a 24 horas seguidas.
  • A denúncia afirma que o modelo atual baseia-se na acumulação de funções por profissionais dos hospitais e unidades de saúde da região, que asseguram turnos SIV como trabalho extraordinário.
  • O BE entregou um requerimento na Assembleia Legislativa dos Açores, pedindo informações sobre a avaliação do modelo, medidas de descanso e possibilidade de reestruturação do SIV.
  • O partido sustenta que a fadiga extrema compromete a segurança dos utentes, a tomada de decisão e a qualidade do serviço, além de dificultar o recrutamento de enfermeiros.
  • O BE questiona prazos para um plano de reestruturação, medidas para garantir descansos mínimos, revisão de escalas e estratégias para reforçar o recrutamento, bem como o impacto da fadiga na segurança operacional.

O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo Regional dos Açores sobre o funcionamento do serviço de Suporte Imediato de Vida (SIV), numa intervenção realizada na Assembleia Legislativa dos Açores na terça-feira. O partido aponta alegadas jornadas de 16 a 24 horas para enfermeiros, no âmbito do SIV regional.

Segundo o BE, a prática resulta da acumulação de funções por profissionais provenientes dos hospitais e unidades de saúde da região, que reforçam o SIV como trabalho extraordinário. A denúncia, de acordo com o partido, é do conhecimento da tutela e já vinha a produzir jornadas exaustivas.

António Lima, deputado único do BE e coordenador regional, entregou um requerimento na Assembleia para questionar o Governo Regional sobre a situação. O BE solicita uma avaliação urgente do modelo atual e soluções estruturais destinadas a reforçar a segurança dos utentes e condições de trabalho.

A posição do BE sustenta que a fadiga extrema compromete a concentração, o raciocínio clínico e a tomada de decisões em emergência, elevando o risco de erro humano. O partido também aponta dificuldades de recrutamento devido à sobrecarga, prejudicando a sustentabilidade do serviço.

No requerimento, o BE pergunta se há um plano de reestruturação do SIV, o prazo previsto e as medidas para assegurar períodos mínimos de descanso. Também pede esclarecimentos sobre a revisão de escalas para evitar turnos além dos limites legais.

O bloco solicita ainda informações sobre as medidas para reforçar o recrutamento de profissionais e mitigar a sobrecarga. Além disso, pede avaliação do impacto da fadiga na segurança operacional, incluindo condução de viaturas de emergência e decisões clínicas.

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