- Wissal Chichou, de 18 anos, muçulmana e caloira, questiona se deve perdoar quem a discriminou ou defender-se.
- Alercação sobre compaixão surgiu numa conferência universitária dedicada ao tema, com o professor auxiliar Cris Tietsort a falar de autocompaixão e empatia.
- A família recordou vários episódios de discriminação desde que emigraram dos Marrocos para os EUA, incluindo gozo, assédio e insultos ligados ao hijab.
- No evento, participaram em sessões e num labirinto de compaixão, procurando equilibrar compaixão pelos outros com a necessidade de se cuidar a si própria.
- Ao final do dia, Chichou percebeu que quer ouvir e lutar por todas as pessoas, incluindo por si própria, e quer seguir a estudar Direito com serviço público.
Wissal Chichou, uma estudante muçulmana de 18 anos, questiona-se na universidade sobre perdoar ou defender-se diante da discriminação. A conferência sobre compaixão entra no centro do seu dilema existencial.
Acompanhada dos pais, Wissal questiona como ser compassiva sem sofrer mais. O historial de episódios de hostilidade que a rodeia, seja na escola ou no mundo político, sustenta a reflexão familiar que a levou ao evento.
Na casa, a família cresceu numa linguagem de equilíbrio entre abertura e proteção. Os pais recordam episódios de preconceito desde que migraram do Marrocos para os EUA, em 2014, e discutem a melhor forma de reagir.
O contexto da conferência
No campus, a conferência sobre compaixão reuniu estudantes para explorar respostas públicas a situações dolorosas. Cris Tietsort, docente, apresentou a ideia de que a empatia exige autocompaixão e prática coletiva.
O dia incluiu palestras e atividades, com foco na relação entre sofrimento humano e formas de responder a ele. A proposta é treinar estudantes para lidar com diferenças sem agravamento de ódio.
Chichou participou de uma caminhada meditativa em um labirinto têxtil, criado pelo professor McIntosh e colegas. O exercício visou promover reflexão sobre como agir diante da dor alheia.
O despertar de Wissal
Antes de entrar no labirinto, Wissal pensava na pressão de expressar compaixão sem deixar de defender-se. Durante a experiência, sentiu o peso das escolhas entre acolher o outro e manter a própria integridade.
Ao percorrer o labirinto, Wissal notou a necessidade de autocompaixão para estar presente aos outros. Questionou se poderia manter a calma em situações que exigem resposta firme face a insultos.
Ao final do dia, Wissal abriu-se aos pais: reconheceu que a compaixão consigo mesma é tão importante quanto a que oferece aos outros. Pediu apoio para conciliar empatia com autoproteção.
A família descreveu a experiência como um desfecho positivo, realçando que a jovem ganhou clareza sobre o que significava agir com justiça e humanidade. O objetivo era aprender sem abdicar da própria identidade.
Exclusivo PÚBLICO/The Washington Post
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