A Câmara de Lisboa anunciou a criação de um programa de renda acessível dirigido a residentes com idade igual ou superior a 60 anos. A iniciativa surge em resposta a dificuldades de permanência de idosos na cidade, associadas ao atual funcionamento dos programas públicos de apoio à habitação. O mercado imobiliário tem dificultado a permanência de residentes mais velhos e aumentado a relutância de senhorios em firmar contratos com pessoas com 65 ou mais anos, devido aos mecanismos de proteção existentes.
O município reconhece que os mecanismos de proteção aos inquilinos com idade avançada criam incentivos para que alguns senhorios evitem contratos com este grupo. A intervenção pública pretende facilitar o acesso à habitação e assegurar estabilidade residencial aos idosos que enfrentam barreiras na obtenção de rendas compatíveis com as suas condições económicas.
Segundo a autarquia, a atual oferta de apoio habitacional não cobre adequadamente os idosos que não conseguem cumprir as regras do mercado. A medida visa prevenir o desligamento de residentes de longa data e reduzir vulnerabilidades associadas à idade, ao aumentar a disponibilidade de rendas acessíveis dentro da cidade.
Contexto do mercado imobiliário
A relação entre proteção aos inquilinos e incentivos para a mobilidade de espaço tem impacto direto na procura de habitação por parte de idosos. A Câmara de Lisboa aponta que a presença de mecanismos de proteção pode, em alguns casos, desencorajar novos contratos com residentes com mais de 65 anos.
Medida anunciada
O plano envolve a implementação de um programa municipal de renda acessível, concebido para facilitar contratos de arrendamento estáveis para pessoas com 60+ anos. O objetivo é promover a permanência dos idosos no território da capital e reduzir a pressão económica associada ao acesso à habitação.
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