O diretor de Recursos Humanos da ULS Lisboa Ocidental foi suspenso por 90 dias e está a ser alvo de um processo disciplinar. A suspensão foi confirmada pela própria instituição.
A medida surge depois de denúncias recebidas pela Ordem dos Enfermeiros, que apontam para um ambiente de trabalho tenso no Serviço de Gestão de Recursos Humanos. A IGAS instaurou um processo de esclarecimento para apurar alegadas situações de assédio envolvendo um dirigente.
Segundo a Ordem, chegaram relatos que reforçam a preocupação com o ambiente laboral e com a atuação da direcção daquele serviço. Entre as situações descritas, há relatos de humilhação a uma funcionária com longo tempo de serviço.
A IGAS, por despacho do inspector-geral Carlos Carapeto, deu início ao processo no dia 5 de Junho, com o objetivo de esclarecer os factos denunciados envolvendo a gestão de recursos humanos da ULS Lisboa Ocidental.
O funcionamento da área levou o bastonário da Ordem a enviar um ofício à presidente do Conselho da ULS e a apresentar uma participação à IGAS no final de maio. A instituição reiterou, por bulun, que o diretor está afastado até à conclusão do processo disciplinar.
Contexto institucional
No mês passado, João Gamelas demitiu-se do cargo de director clínico para a área hospitalar da ULS Lisboa Ocidental, citando razões pessoais. O médico referiu que a relação de confiança com os profissionais também pesava na decisão.
A saída ocorreu em pleno contexto de denúncias sobre o ambiente de trabalho no Serviço de Gestão de Recursos Humanos, que integra o hospital São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz, além de 19 centros de saúde.
Os factos relatados e os desdobramentos já são objeto de acompanhamento por parte das autoridades epidemiológicas e administrativas competentes, com a ULS a assegurar a prossecução do regular funcionamento durante o processo.
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