- 76% dos portugueses estão preocupados com desinformação e com o que é real na Internet, posição entre as mais altas a nível mundial.
- Entre quem confia no jornalismo profissional, a preocupação atinge 85%.
- Em Portugal, a curiosidade aumentou de 71% (2025) para 76% (2026), um salto de cinco pontos percentuais.
- O Digital News Report Portugal 2026 envolve 48 mercados e mais de 97.000 inquiridos globalmente; a amostra nacional foi de 2.024 respondentes, recolhidos entre 6 de janeiro e 20 de fevereiro de 2026.
- A preocupação é mais acentuada entre pessoas mais velhas, com maior escolaridade e rendimento, e entre mulheres, especialmente as jovens (18-24 anos), em que 70% reconhecem a desinformação versus 57% dos homens da mesma faixa.
Três em cada quatro portugueses manifestam preocupação com a desinformação, segundo o Digital News Report Portugal 2026 (DNRPT26) divulgado esta segunda-feira. O estudo, realizado pelo OberCom em parceria com o RISJ da Universidade de Oxford, analisa hábitos de consumo de notícias em 48 mercados. Em Portugal, os dados foram recolhidos entre 6 de janeiro e 20 de fevereiro de 2026, com uma amostra nacional de 2.024 respondentes.
O relatório aponta que 76% dos portugueses estão preocupados com o que é real ou falso na Internet, classificando o país entre os mais empenhados no tema. Entre quem confia no jornalismo profissional, a preocupação sobe para 85%. Ana Pinto Martinho, investigadora do OberCom, sublinha que a preocupação tem aumentado em 2026.
Contexto global e posição de Portugal
No panorama mundial, a média de preocupação com desinformação atinge 62%, um aumento de 4 pontos percentuais face a 2025. Portugal aparece entre os mercados com maiores níveis de preocupação, ao lado de Nigéria, Quénia, Austrália e Estados Unidos, destacando-se no Sul da Europa.
Demografia da preocupação
A distribuição soci demográfica indica maior intensidade entre os mais velhos, com maior escolaridade e rendimentos, e entre as mulheres em vários segmentos. No grupo etário 18-24 anos, 70% das mulheres estão preocupadas, face a 57% dos homens da mesma faixa. Ao longo da vida, as mulheres mantêm valores mais elevados em quase todos os escalões.
Observações do estudo
O DNRPT26, que já vai na 12.ª edição, consolidou que a desinformação deixou de ser preocupação periférica para se tornar uma disposição social estruturada. O relatório integra dados de 97.000 inquiridos globalmente, com foco nacional em Portugal na amostra de 2.024 respondentes.
Entre na conversa da comunidade