Inocência Mata, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, afirma que o racismo não resulta de uma maldade intrínseca do indivíduo, mas de uma ideologia que o sustenta. A docente aborda o tema num episódio do podcast O que fazer quando tudo arde, destacando a presença de racismo sistémico nas instituições.
A cientista mantém-se como a única professora negra na FLUL e recorda episódios de racismo interpessoal no passado, como correções excessivas do português por colegas. Defende que o racismo vai além de atitudes individuais e influencia a valorização de literaturas africanas e estudos pós-coloniais.
Contexto académico
Segundo Mata, o racismo sistémico desvaloriza áreas de estudo ligadas ao África e aos estudos pós-coloniais no curso, o que fragiliza a diversidade académica. A académica compara a situação entre Portugal e Brasil, sugerindo que o racismo em Portugal é enraizado de forma mais profunda.
O episódio está disponível nas plataformas habituais de podcasts, incluindo Apple Podcasts, Spotify e YouTube, com o objetivo de explorar formas de enfrentar estruturas discriminatórias no ensino superior. Diversos convidados, de áreas distintas, integram o programa.
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