A greve nacional de professores do pré-escolar e do 1.º ciclo levou ao encerramento de grande parte das escolas no país. A paralisação foi convocada por vários sindicatos, que também convocaram uma concentração junto ao Palácio de Belém, hoje.
Segundo o Sinape, um dos organizadores, pelo menos 1035 escolas ficaram sem docentes. A adesão é estimada em 80%, considerando o histórico de negociações com o poder político. O grupo alega que se mantém sem resposta sobre condições de trabalho e horários.
A paralisação decorre numa perspetiva de exigir equidade com outros níveis de ensino, redução de carga horária e possibilidade de reformar mais cedo. A comitiva do Sinape foi recebida por um assessor da Presidência, com promessa de reunião na área da educação em julho.
Concentração junto ao Palácio de Belém
A iniciativa reuniu dezenas de docentes desde as 11h, com a expectativa de apresentação de um caderno reivindicativo. Além do Sinape, participaram a Fenprof, o S.T.O.P. e o Spliu, que já haviam anunciado a greve em defesa dos monodocentes.
Dados de participação norteiam o movimento, com recurso a uma plataforma que acompanha o impacto da greve. O inquérito do Movimento de Professores em Monodocência indicou desgaste elevado entre docentes e informou falta de recursos humanos nas escolas.
À hora do meio-dia, a metaPROF indicava que 365 escolas estavam encerradas ou com funcionamento condicionado. Tais números refletem a intensidade da paralisação em várias regiões do país.
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