- A princesa Bajrakitiyabha Mahidol, filha mais velha do rei da Tailândia, morreu aos 47 anos, mais de três anos após ter sido hospitalizada com doença súbita.
- Sofria de infeção abdominal e dependia de dispositivos médicos para apoiar as funções pulmonares e renais, falecendo na noite de quinta-feira.
- O corpo ficará em câmara ardente no Grande Palácio, em Banguecoque, e o funeral será realizado com as mais altas honras, de acordo com a tradição real.
- Estudou direito na Universidade Thammasat, completou mestrado e doutoramento na Universidade Cornell; trabalhou como procuradora, diplomata e defensora de causas ligadas aos direitos das mulheres.
- O primeiro-ministro Anutin Charnvirakul disse que a perda é uma dor imensurável para a nação; a princesa esteve envolvida em iniciativas internacionais e humanitárias.
A princesa tailandesa Bajrakitiyabha Mahidol morreu aos 47 anos, mais de três anos depois de ser hospitalizada por uma doença súbita, anunciou o palácio real. A infeção abdominal obrigou a suporte de ventilação e função renal até a sua morte.
O corpo ficará em câmara ardente no Grande Palácio, em Banguecoque, e o funeral será realizado com as maiores honras, conforme a tradição real, informou o Gabinete da Casa Real. A perda é descrita como profunda pela nação.
Conhecida como princesa Bha, era filha do rei Maha Vajiralongkorn, da primeira família. Estudou Direito na Thammasat, com mestrado e doutoramento na Cornell, nos EUA.
A tese abordou a proteção dos direitos dos arguidos. Envolveu também a defesa de reclusas e a luta contra violência de género, levando a normas internacionais associadas à sua imagem. O programa de intercâmbio com a Cornell foi criado em seu nome.
A princesa atuou como procuradora e, entre 2012 e 2014, foi embaixadora da Tailândia na Áustria. Depois regressou ao país para se dedicar às questões da justiça penal, mantendo reputação de liderança em direitos humanos.
O académico Pavin Chachavalpongpun recorda-a como uma funcionária pública tratada com gentileza e respeito, após encontro em Singapura, destacando o perfil humano da princesa.
No Hospital Chulalongkorn, onde esteve a receber tratamento, multidões testemunharam o luto, com familiares a colocar retratos da princesa, refletindo a repercussão nacional da morte.
Trajetória e Legado
Bajrakitiyabha dedicou-se a causas de justiça e igualdade, promovendo mudanças no sistema penal tailandês e em iniciativas internacionais associadas aos direitos das mulheres. A comunidade jurídica valorizou o seu papel de diplomata e defensora dos direitos humanos.
A ONU reconheceu o impacto do seu trabalho ao apoiar a adoção das Regras de Banguecoque para detenção de mulheres. Um programa de intercâmbio com a Cornell manteve-se como marco de cooperação entre os dois países.
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