- Nos bairros históricos de Lisboa, a população diminuiu nas últimas décadas e cresce o número de marchantes que vive fora da cidade.
- Rui Albino cresceu em Alfama, mas acabou por se estabelecer no Barreiro.
- Carmen Gonçalves é do Bairro Alto e não pretende sair do bairro.
- Fábio Pereira vem de Palmela para a Mouraria.
- A crise na habitação tem papel na mobilidade dos marchantes e na forma como participam nas marchas.
Nos bairros históricos de Lisboa, a população tem vindo a diminuir nas últimas décadas, e cada vez mais marchantes vivem fora da cidade. A marcha funciona como uma força de ligação entre quem ficou e quem se manteve próximo dos bairros.
Três histórias ilustram o fenómeno: Rui Albino cresceu em Alfama, mas acabou por se mudar para o Barreiro. Carmen Gonçalves é do Bairro Alto e afirma que não quer sair. Fábio Pereira viaja de Palmela até à Mouraria para participar nas marchas. A crise na habitação é apontada como um fator central neste movimento de deslocação.
A reportagem do Público mostra como a conjuntura habitacional influencia quem participa nas marchas e onde residem. As deslocações envolvem custos, tempo de viagem e compromissos que atravessam a dinâmica de vida nos bairros históricos.
Inserção de mudanças de tema
A expansão de residentes fora da cidade tem impacto direto na participação local, com alguns marchantes a depender do transporte público para manter o vínculo com as tradições lisboetas. Os relatos destacam a importância das marchas como elo entre o passado e o presente.
A análise aponta que, para muitos, continuar a morar na região central não é viável face aos preços e à oferta de habitação. Assim, as marchas ganham novas raízes em áreas periféricas, mantendo o sentido de comunidade e de memória do bairro.
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