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Papa apela à integração recíproca entre migrantes e países de acolhimento

Papa Leão XIV defende integração partilhada entre migrantes e comunidades de acolhimento, com aprender a língua, cumprir leis e participar na vida local, e combate ao tráfico de pessoas

O Papa Leão XIV segura uma criança à chegada a um encontro com migrantes em San Cristóbal de La Laguna, Tenerife, Espanha, na sexta-feira, 12 de junho de 2026.
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  • O Papa Leão XIV chegou a Tenerife, última escala da digressão pela Espanha, que incluiu Madrid, Barcelona e Gran Canária, numa visita marcada pela crise migratória nas ilhas.
  • Defendeu uma integração assente em direitos e deveres, pedindo aos imigrantes que aprendam a língua, cumpram as leis, conheçam os costumes locais e participem na vida comunitária.
  • Afirmou que as dificuldades não acabam na chegada e que muitos enfrentam um “naufrágio silencioso” sem redes de apoio, trabalho ou proteção.
  • Em Las Raíces, sublinhou que a experiência da migração faz parte da condição humana: “Todos, de algum modo, somos migrantes”.
  • Apontou as máfias do tráfico de pessoas e exortou a abandonar estas práticas, encerrando com uma missa campal no porto de Santa Cruz de Tenerife.

O Papa Leão XIV aterrou nesta sexta-feira em Tenerife, onde terminou a sua digressão por Espanha, que o levou também a Madrid, Barcelona e Gran Canária. A visita insere-se num contexto de crise migratória que afeta as ilhas, uma das portas de entrada na Europa para milhares de pessoas que atravessam o Atlântico a partir de África.

Durante a passagem pelo arquipélago, o pontífice defendeu uma integração assente em direitos e deveres, apelando aos imigrantes para aprenderem a língua, respeitarem as leis e participarem na vida das comunidades de acolhimento. O envolvimento ativo na vida local é visto como parte essencial do processo.

Integração e proteção dos migrantes

O líder da Igreja Católica sublinhou que o amor de Deus não conhece fronteiras nem distinções, oferecendo-se a todos e promovendo a unidade. Em Tenerife, descreveu a integração como responsabilidade partilhada, destacando a necessidade de aprender o idioma, cumprir normas locais e conhecer os costumes.

O Papa alertou ainda para as dificuldades que persistem após a chegada, referindo-se a um “naufrágio silencioso” de muitos imigrantes que ficam sozinhos, sem redes de apoio, trabalho ou proteção, expostos a exploração e abusos.

Migração como parte da condição humana

No encontro com organizações que trabalham com imigrantes, Leão XIV reforçou que a experiência migratória faz parte da condição humana, lembrando que, na perspetiva cristã, a vida é um caminho partilhado rumo a um destino comum. A mensagem enfatizou a necessidade de dignidade e proteção para quem procura abrigo.

Horas antes, numa visita ao centro de acolhimento Las Raíces, o Papa reiterou o seu pensamento de que todos, de algum modo, são migrantes, defendendo uma visão de comunidade inclusiva e responsável. O encontro contou com a participação de centenas de imigrantes.

A visita às Canárias terminou com uma missa campal ao ar livre no porto de Santa Cruz de Tenerife, prevista para reunir dezenas de milhares de fiéis. A cerimónia encerra a passagem papal pela região com uma mensagem de proteção e cooperação entre países de acolhimento e migrantes.

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