- A APAJO lançou o Verificador de Apostas Reguladas (VAR), uma plataforma para denunciar sites de apostas ilegais durante o Mundial de futebol.
- Denúncias podem ser feitas via Instagram ou através do site, com o objetivo de evidenciar promoções de jogo ilegal e promover um sentido crítico entre os consumidores.
- Após validação, as denúncias integram um relatório que será enviado às autoridades após o período experimental do Mundial de 2026.
- O presidente da APAJO, Ricardo Domingues, explica que apenas os sites publicados no regulador são legais; outros podem alegar legalidade noutras jurisdições, mas não em Portugal.
- Um estudo da Aximage para a APAJO mostra que quarenta por cento dos consumidores aposta ilegalmente, sendo os jovens os mais afetados (18 a 34 anos, 43% a apostar ilegalmente).
O Verificador de Apostas Reguladas (VAR) é uma plataforma criada pela Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online (APAJO) para denunciar sites de apostas ilegais durante o Mundial de futebol. A iniciativa foi lançada esta semana para promover uma leitura crítica das plataformas associadas ao jogo não autorizado. O objetivo é aumentar a visibilidade do que é considerado jogo ilegal e sensibilizar os consumidores.
A ferramenta permite aos utilizadores submeter denúncias sobre plataformas não licenciadas, incluindo perfis de influenciadores, fotografias, links e vídeos. Após validação, as informações integram um relatório que será enviado às autoridades, no âmbito do período experimental do Mundial 2026.
Segundo Ricardo Domingues, presidente do conselho diretivo da APAJO, o objetivo é distinguir sites legais—aqueles que constam no site do regulador—daqueles que, mesmo alegando ser legais, podem não ter autorização para operar em Portugal. O projeto incentiva a recolha de evidências de promoção ao jogo ilegal por via de influenciadores, publicidade e outras práticas.
Contexto e dados
Estudo da Aximage para a APAJO, divulgado no final de 2024, indicou que 40% dos consumidores aposta ilegalmente. Entre os jovens, cerca de 43% dos utilizadores com idades entre 18 e 34 anos recorre a plataformas não licenciadas, segundo dados da associação de 2025.
O Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) aponta que o jogo online tem vindo a crescer em Portugal, com o online a concentrar o maior volume de apostas. Especialistas descrevem o vício do jogo como uma questão de saúde pública, sublinhando a necessidade de regulamentação.
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