No Guincho, a evolução de uma região costeira acompanhou o tempo entre mudanças de energia, água e turismo. Hoje, António Muchaxo, aos 96 anos, mantém viva a memória de uma trajetória ligada à hotelaria e à família que ajudou a moldar o lugar. O percurso começa num espaço que viria a ser central para a história local.
O relato de Muchaxo cruza-se com a década seguinte à Segunda Guerra Mundial. Ramiro Muchaxo montou uma barraca de madeira junto à areia, servindo lagosta a aclamados visitantes e luxos clientes. O negócio marcou o início do turismo na praia mais ventosa da região, que mais tarde cresceria com hotéis, escolas de surf e restaurantes.
Segundo o proprietário, o estabelecimento viria a ganhar notoriedade ao longo dos anos, recebendo realeza e presidentes. António Muchaxo prossegue hoje com a gestação da Estalagem Muchaxo Hotel, de 4 estrelas, mantendo em exposição as assinaturas de visitantes ilustres. Entre os registos, constam notas de personalidades como Walt Disney, datadas de 1962.
Conexões históricas no Muchaxo
A história entrelaça a vida familiar com eventos de relevância pública. O artigo revela que o general Ramalho Eanes casou no Muchaxo, numa memória que o próprio proprietário associa à relação próxima com o sogro. O relato reforça o papel do estabelecimento como espaço de encontro entre figuras públicas e a comunidade local.
O conjunto de memórias do Muchaxo acompanha a evolução da região, desde as primeiras estruturas sem água canalizada até ao hotel contemporâneo. A narrativa, já descrita em publicação, sublinha a importância do local na cultura turística portuguesa e na história de várias personalidades presentes no destino.
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