- Em 2025 Portugal registou 87.130 partos, mais 3.071 que em 2024, segundo o Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN) divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
- A proporção de partos de mães de nacionalidade estrangeira subiu para 28,8% (face a 26,3% em 2024), com maior concentração no Algarve e na Grande Lisboa; as brasileiras representaram 10,5% do total de partos.
- Lisboa liderou o número de recém-nascidos rastreados (26.595), seguida pelo Porto (15.255) e Braga (6.534); Madeira e Santarém registaram menos nascimentos.
- Nos partos de 2025, 32% das mulheres tinham 35 anos ou mais, e nos partos múltiplos 40,4% ocorreram nessa faixa etária.
- A cesariana continua a representar uma parte significativa dos partos hospitalares, situando-se nos 38,6% em 2024.
Portugal atingiu, em 2025, o maior número de nascimentos da última década, com 87.130 partos. O incremento de 3.071 face a 2024 deve-se, em grande medida, ao aumento de partos de mães de nacionalidade estrangeira.
Entre os distritos, Lisboa liderou com 26.595 recém-nascidos rastreados, +739. O Porto registou 15.255 rastreios (+733) e Braga 6.534 (+246). Portalegre (574) e Bragança (587) tiveram os números mais baixos, com ligeiros crescimentos. Madeira e Santarém tiveram menos nascimentos em 2025.
Partos de mães estrangeiras em ascensão
A proporção de partos de mães de nacionalidade estrangeira subiu de 26,3% em 2024 para 28,8% em 2025, com maior incidência no Algarve e na Grande Lisboa. As brasileiras representaram 10,5% do total de partos em 2025.
A idade média das mães tem subido: entre 2003 e 2025, os partos de mulheres com 35+ passaram de 17,2% para 32%. Nos partos múltiplos, 40,4% ocorreram em mães de 35 ou mais anos, contra 31,9% nos partos simples.
Nos cuidados de saúde, os partos distócicos continuam a representar mais de metade dos partos hospitalares há mais de uma década. A cesariana aumentou para 38,6% em 2024, frente a 27,1% em 1999.
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