- Na missa em Madrid, o Papa Leão XIV apresentou uma mensagem de forte cariz político, defendendo a paz e a necessidade de diálogo.
- Estima-se que mais de 1,2 milhões de fiéis assistiram ao evento, com uma mobilização popular marcante durante a visita à Espanha.
- O discurso recordou que os valores cristãos são incompatíveis com discursos de exclusão, intolerância ou guerra, sem mencionar nomes.
- Foi interpretado como crítica indireta a figuras que promovem a força ou a confrontação, incluindo referências a Donald Trump, no contexto de polarização mundial.
- Além disso, o alerta estendeu-se aos movimentos populistas na Europa, vistos pela Igreja como capazes de aprofundar divisões e abalar a solidariedade entre povos, com aplausos constantes durante a celebração de encerramento.
Foi em Madrid, no segundo dia da visita à Espanha, que o Papa Leão XIV discursou numa missa que reuniu mais de 1,2 milhões de fiéis. A celebração ocorreu num contexto de forte mobilização popular.
O Papa, conhecido como “o que não tem medo da paz”, dirigiu-se a líderes que alimentam conflitos, sem mencionar nomes. A mensagem enfatizou que os valores cristãos são incompatíveis com exclusão, intolerância ou guerra, durante a celebração dominical.
Numa das passagens mais aplaudidas, afirmou: ninguém se pode ajoelhar diante do Senhor e desprezar o seu irmão. Muitos interpretaram o discurso como uma crítica indireta a políticas associadas à força. O alerta também se estendeu ao crescimento de movimentos populistas na Europa.
Discurso e impactos
A visita tem sido marcada por grande adesão popular, com milhares de peregrinos emocionados. Ao longo dos eventos, houve momentos de grande comoção, com aplausos e cânticos que acompanharam a passagem do líder católico.
Na missa de encerramento, os aplausos foram constantes, acompanhados pelo grito “Viva o Papa”. O episódio reforça o tom político do itinerário do Papa, que reforçou mensagens de solidariedade e cooperação entre povos.
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